Exposições “Saul Steinberg” + “Extremos” @Instituto Moreira Salles – Rio

Um programa que adoramos fazer no Rio esse findi foi conhecer o Instituto Moreira Salles, instalado na antiga mansão do Embaixador Walter Moreira Salles no bairro da Gávea.

Essa casa aliás é cenário do documentário Santiago (ver post), dirigido pelo João Moreira Salles, que tem como protagonista o antigo mordomo da família Moreira Salles. Eu adorei esse documentário e ele está na minha listinha de favoritos.

O lugar por si só já é super bacana: é um casarão enorme – que devia ser um arraso na época que foi construída – é super estilosa e encravada no meio de um terreno enorme com mata ao redor e barulhinho de cachoeira.  As exposições acontecem nos diversos ambientes internos e externos da casa e tem também um café charmoso!

No momento tem duas exposições em cartaz: “Saul Steinberg – as aventuras da linha” + “Extremos“. Ambas muito legais – programinha nota 10!

A exposição do Saul Steinberg (de 29 de maio a 21 de agosto) é absolutamente imperdível. Virá pra São Paulo depois, acho que para a Pinacoteca.

São mais de 100 obras do Saul Steinberg, artista gráfico - cartunista – ilustrador famoso pelas ilustrações na Revista New Yorker. As obras são sensacionais, mostra cenas da vida cotidiana americana, além de obras que ele fez para uma exposição importante na Itália, obras da sua individual no MASP (1952) e obras inspiradas na visita que ele fez ao Brasil nessa época - e o bacana é ver de perto, com calma e ver o quão incrível e ao mesmo simples era o traçado dele. Sério, foi umas exposições que eu mais curti ter visto na minha vida!

O Instituto Moreira Salles tem tradição em ter exposições (além de um acervo incrível) legais de fotografia. E a exposição “Extremos” que vimos lá é de fotos, e foi concebida em parceria com a Maison Européene de la Photographie.

Olhem que legal a explicação sobre a exposição no site do IMS: “Na exposição, serão exibidas fotografias que, em seu tempo e a seu modo, tornaram-se ícones de situações extremas ao registrar o belo, o transcendente, entre outros temas que marcam a contemporaneidade. ‘Nossa época, que ama todos os tipos de excesso, a desmedida, o moralmente inadmissível, o horror, parece ter esgotado todos os recursos da emoção e do desejo de ver. Por meio dessa coleção, temos diante de nós não um espetáculo do pior, mas uma antologia do extremo, uma estética que só o pêndulo da história poderia, num ou noutro momento, representar’, explicam os curadores.”

 

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