AMAMOS Israel. O Dan tinha ido quando tinha 15 anos de idade e eu nunca tinha ido – país incrível, super empreendedor, organizado, preparado para receber turistas, com um monte de coisas interessantes para visitar e aprender, cheio de lugares maravilhosos para comer, muito alto-astral e gente jovem – nota 10! Na sequência fomos para Jordânia e Paris.
Dica imperdível: quem for para Israel TEM que ler o livro Exodus (comentei dele aqui) – foi uma ótima forma de ficarmos a par da criação do estado de Israel em 1948 de uma maneira light e romanceada. Fez toda a diferença na nossa viagem, de verdade. E para quem curte ler sobre negócios, vale a pena o livro “Israel – nação empreendora” (Israel – start up nation). Além disso, fizemos um curso (sem querer) na Casa do Saber com o professor Theo Holz que foi super útil (falei disso aqui)
Importante: A viagem para Israel – principalmente Jerusalém – pode ter um cunho religioso seja para judeus, cristãos, muçulmanos, etc. A minha viagem não foi nesse espírito, então as minhas dicas têm mais a ver com uma viagem cujo objetivo era conhecer Israel do ponto de vista cultural e histórico, sem nenhuma conotação religiosa. Portanto, quem busca dicas de passeios mais ligados a uma ou outra religião você não encontrará nesse post.
Como chegar? existiu durante um tempo um vôo da El-Al de São Paulo para Tel Aviv, mas não existe mais. Então chega-se a Tel Aviv via alguma cidade européia e pegando um vôo da El-Al ou de alguma companhia como Air France, Lufthansa, Alitalia, Iberia, etc. Nós fomos via Paris, voando de Air France e foi ótimo. Fomos de economy premium, uma classe intermediária entre a econômica e a turística e foi nota 10 – serviço e comida ótimos, numa área separada da econômica, com menos gente para dividir o banheiro (!) e com assentos espaçosos.
Quando ir? Israel faz muito calor nos meses de julho e agosto – a época de primavera e outono parecem ser a melhor pedida.
Segurança? apesar de Israel estar sempre nos noticiários em relação a alguma “treta” com os países vizinhos (Síria no momento), nós nos sentimos MEGA seguros por lá. Andamos a pé para cima e para baixo, íamos e voltávamos dos jantares caminhando na boa e não houve nenhum momento de estresse nem por medo de assalto ou por falta de medo de qualquer coisa relacionada a atentados ou retaliação síria ou qualquer tipo de intolerância por parte dos muçulmanos ou judeus ultra ortodoxos.
Que cidades visitar? Nós nos hospedamos em Tel Aviv (2 noites) e Jerusalém (4 noites) e fizemos passeios a partir dessas cidades. Temos amigos que exploraram mais o interior do país e se hospedaram em outras cidades, mas não foi o nosso caso.
Tel Aviv é o maior astral, super bacana e cosmopolita – cheia de lugares bacanas e charmosos. Já Jerusalém é um mix (nosso lema era “hay de todo por acá”) de turistas de todos os lugares-estilos-bolsos, peregrinos, gente a trabalho, moradores, judeus ortodoxos, jovens no exercito, muçulmanos, padres e freiras… muito bacana e diferente!
Hotéis: Em Tel Aviv ficamos no David Intercontinental e em Jerusalém ficamos no Mamilla, ambos excelentes e recomendo de olhos fechados.
Em Tel Aviv tem hotéis butique mais charmosos, como o Hotel Montefiore, na região do Boulevard Rotschild e da “white city”. Se eu voltasse a Tel Aviv, buscaria um hotel mais bacana desse gênero nessa região que eu adorei. Mas sem duvida o Intercontinental não tem erro – hotel ótimo, quarto grande e bom, serviço bom, café da manhã ótimo, concierge eficiente, bem localizado, etc
Em Jerusalém amamos ter ficado no Mamilla. O pessoal da Selections, agência que organizou a nossa viagem, tinha posto a maior pilha para ficarmos no King David – hotel mega histórico em Jerusalém e tal – mas eu sabia que o Mamilla era mais a nossa cara, bacana e atual e, de fato, estivemos no King David para conhecer e tomar um drink e achamos tudo tão careta, grande e baixo astral que nem nos animamos para ficar para o tal drink no bar do terraço.
Precisa alugar carro? Não sei! Nós estávamos com guia, então de dia estávamos sempre no carro do guia e de noite andávamos a pé. Para os passeios dentro das cidades sempre dá para caminhar, pegar táxi ou transporte publico. Para os passeios mais longe, não sei como a turma costuma fazer. De qualquer maneira para quem quiser alugar carro, é tudo mega sinalizado e escrito em inglês.
Precisa de guia? acho que sim! O Dan e eu nunca na vida (e olha que a gente viaja bastante) tínhamos pego um guia e foi perfeito. A nossa agência que organizou tudo e tivemos a feliz surpresa de ter como guia o querido Ilan Bar – nosso guia meio israelense meio argentino que fala português e sabe tudo de tudo. Fez toda a diferença – alem de ele nos levar nos pontos de interesse e atrações, ia nos explicando tudo do ponto de vista histórico, social e cultural – sem contar a facilidade e o conforto. Foi nota 10! Não vejo a necessidade de ter guia em cidades mais fáceis como Paris, Madrid, Londres, etc – mas em Israel valeu super a pena.
Restaurantes:
Em Tel Aviv recomendo Hebert Samuel + Hotel Montefiore + Lulu Kitchen & Bar (almoçamos lá) + Zepra. Vale comer um sorvete na Anita “La mamma del gelato”, delícia e astral em Neve Tsedek (Rua Shabazi bem pertinho do Lulu).
Em Jerusalém recomendo Machneyuda (super astral e diferente) + Mona (charmoso e comida boa e abre na sexta à noite – shabat) + Mamilla Rooftop (na cobertura do nosso hotel, bem cosmopolita e com belo visual). Nos deram a dica do Zuni, do Chakra e do restaurante do jardim do Hotel American Colony, mas não fomos.
As dicas de restaurante, exceto o Machneyuda que foi dica da Paola (Selections), eu pesquisei no guia da Wallpaper (dei essa dica aqui), Concierge.com e com amigos.
Passeios:
Em Tel Aviv: Old Jaffa + passear por Neve Tsedek (rua Shabazi, Centro Suzanne Dallal) + passear pela parte norte da cidade onde está a Universidade de Tel Aviv e o Museu da diáspora (adoramos), passear pela “White City” – parte linda da cidade cheia de prédios “Bauhaus”, passear pela Boulevard Rotschild. Passamos de carro pelo lugar onde o Itzak Rabin foi assassinado, passamos pelo mercado Carmelo, passear pelo deck à beira mar, beliscar alguma coisa na antiga estação de trem de …
Em Jerusalém: acho que os pontos de partida mais legais para conhecer Jerusalém é o visual da cidade de Jerusalém a partir do Monte das Oliveiras e o Museu de Israel onde tem a maquete gigante de como era Jerusalém há 2 mil anos atrás (imperdível). Nesse mesmo museu tem um acervo de arte maravilhoso (Matisse, Picasso, Modigliani, Pisarro, Renoir, Miró, etc) + um jardim de esculturas lindo + pergaminhos do mar morto. Tem que conhecer a cidade antiga – parte judaica (com o muro das lamentações – segundas e quintas tem bar mitzvahs e sexta tem o shabat no fim do dia), a parte muçulmana (com suas lojas e a sua bagunça) e a parte cristã (igreja do Santo Sepulcro e as suas filas intermináveis e muita devoação). O museu Yad Vashem (museu do holocausto) é um dos programas mais tristes que já fiz na minha vida, mas acho imperdível tanto para judeus como não-judeus. Tem a avenida Mamilla que é bonita e de pedestre. Tem o mercado que é um programa misturado para turistas e locais. Nós passeamos pelo meio do bairro judeu ortodoxo de carro com o nosso guia e foi interessante. Fomos no ‘Night Spectacular‘ da Torre de David – show de luzes e som bem bonito e rapidinho que é um bom resumo do que rolou em Jerusalém nos últimos séculos.
Arredores: fomos para as colinas de Golã (para entender “in loco” porque essa região é tão importante para Israel e tão desejada pelos outros países), para a antiga fortaleza de Bevoir, para Cesarea (lindo!) e Masada (visual e história incríveis).
Vestimentas: Israel é um mix de descontração e recato, então deixa o sapato de salto de lado e as roupas muito peladas. Mesmos nos restaurantes mais legais (e zero religiosos), a turma não se arruma muito – especialmente em Jerusalém. Saia muito curta, regata e muito corpo à mostra para as mulheres não combinam com Israel. Nos lugares mais religiosos (igrejas e muro da lamentações) é obrigatório cobrir os ombros (ou seja nada de regata ou decotes muito fartos). Tem bastante diferença de temperatura entre o dia e a noite e na van do nosso guia parecia que ia nevar!
Contatos:
Quem montou toda a nossa viagem foi a Selections – Viviane e Paola.
O nosso guia foi o querido Ilan Bar – contatos: barguide@inter.net.il e fones +972 52 352-6804 e +972 57 797-4661
A operadora de turismo com a qual o Ilan trabalha e que é parceira da Selections é a Diesenhaus com a Juany – email: juanyl@diesenhaus.com




























