
No feriado de 12 de outubro de 2010 fomos para Fernando de Noronha… um dos lugares mais lindos que já fui, sem duvida! Quero agradecer à Julia e à Tassila, leitoras queridas aqui do blog que me deram altas dicas de Noronha que inclusive virou um post há um tempinho atrás (ver post)
Seguem as dicas:
- Como ir? 2 companhias aéreas voam pra Noronha: Trip (2 vôos diários) e Gol (1 vôo diário) e os vôos são via Recife e/ou Natal.
A passagem pra Noronha é super cara, então se der pra voar com milhas – vale muito a pena.
No nosso caso, conseguimos voar com milha o trecho SP – Recife e o trecho Fernando de Noronha – SP; pagamos o trecho Recife – Fernando de Noronha (Trip).
- Quantos dias ficar? Nós ficamos de sábado a terça (3 noites) e sinceramente acho que faltaram 1 ou 2 dias porque fizemos tudo correndo e não conseguimos dar aquela relaxada e ficar de bobeira.
- Onde se hospedar? As pousadas mais conhecidas são: Pousada do Zé Maria, Maravilha, Teju-Açu, Solar de Loronha. Uma pousada que acabou de abrir lá e escutei falar bem é a Beijupirá. A Julia, leitora aqui do blog, deu a dica da Pousada Pedras Secas. O Ricardo Freire fez um post bem completo sobre o “pelotão intermediário” das pousadas de Noronha!
Nós nos hospedamos no Zé Maria e, não sei se tivemos o azar do século, mas, foi muito ruim. Eu escolhi ficar no Zé Maria porque sempre escutei falar que o “Zé Maria ‘manda’ em Noronha, fica lá que não tem erro”. A diária do quarto mais simples, no qual eu fiquei, é mais de 800 reais… Baita grana para ser ruim, né? A única coisa que não temos o que reclamar é o quarto (mesmo ficando no mais simples), que apesar de pequeno, é ótimo. Todo o resto (passeios, restaurante, piscina, cuidado com a nossa bagagem) acabou dando confusão – uma pena.
Apesar de eu não ter me hospedado na Maravilha, comemos lá 2 vezes e fiquei com uma impressão legal da pousada. Se for pra gastar nesse padrão – entre pegar um bangalô no Zé Maria ou ficar na Maravilha (preço semelhante), eu ficaria na Maravilha porque é bem mais exclusiva e charmosa.
- Passeios:
1. Ilha Tour: Fazer o Ilha Tour foi uma dica bem unânime e eu recomendo super.
Como sou avessa a grupos e afins, fizemos um Ilha Tour “privativo” – só o Dan e eu com uma guia nota 10 – o Emerson. O programa foi ótimo e valeu muito a pena. Saímos da pousada às 9 da manhã no buggy do Emerson, passamos o dia com ele conhecendo os pontos de interesse da Ilha: as praias mais lindas, paramos em mirantes, fizemos 2 mergulhos de snorkel ótimos (fim do mundo e Sueste) e terminamos com o por do sol no Fortinho de São Pedro do Boldró. No almoço, o Emerson nos deixou na Pousada Maravilha para almoçar e depois nos pegou lá. Pelo conjunto, o restaurante da Maravilha foi o melhor de todos. Fomos 2 vezes lá. Recomendo muito entrar em contato com o Emerson e fazer o Ilha Tour com ele: o email dele é emerson3.2@hotmail.com e o fone é 81 9656-8142
2. Planasub ou mergulho a reboque: andamos no planasub que nada mais é que uma pranchinha onde tu te apóias e é rebocado por um barco para fazer mergulho de snorkel. Fizemos na região do Porto onde tem um naufrágio e foi muito divertido. Mergulhamos 1 hora por lá e foi ótimo. Em termos de mergulho de snorkel, esse nem foi o mais bacana – mas eu acho que valeu super a pena fazer! Fomos só nós 2 e foi super bom. Tinham me dado a dica de juntar o planasub com o passeio de barco – mas preferimos fazer assim porque seria só nós 2, seria por mais tempo e bem menos muvucado. Mas aí vai do gosto de cada um. Se você fizer junto com o passeio de barco, custa menos dinheiro!
3. Trilha (curta) da Atalaia: fomos fazer a trilha da Atalaia com o Emerson (nosso guia). É uma caminhada curtinha até uma “piscina – berçário” numa área de preservação ambiental. Essa piscina é rasinha e você faz snorkel lá – é bem legal. O programa valeu – não seria a minha prioridade numero 1, mas o Dan e eu curtimos fazê-lo.
4. Passeio de barco: no ultimo dia pegamos um passeio de barco para ver a ilha de “outra perspectiva”… Estávamos na maior duvida pra fazer esse passeio ou não porque ficamos com medo de ser meio roubada (a la Escuna hahahaha), mas foi legal – o visual é bem bacana mesmo; vimos vários golfinhos (lindo), pegamos um ventinho no rosto que foi bom pra refrescar… o único ponto que foi meio mala foi o mergulho na Baía do Sancho que foi impraticável… pararam vários barcos ao mesmo tempo e virou uma “várzea”… enfim, na somatória valeu.
5. Mergulho de snorkel: mergulhamos de snorkel no Sueste, que foi o melhor de todos. Quem nos levou lá foi o Emerson (durante o Ilha Tour), que mergulhou conosco e nos mostrou tubarões pequenos, tartarugas enormes e vários vários peixes. Foi demais! Mergulhamos também no “fim do mundo”, bem pertinho do mirante da Air France (onde o Mar de dentro e o Mar de Fora se encontram) e foi muito legal. O mergulho de snorkel durante o Planasub (na região do naufrágio perto do Porto) foi muito legal. Mergulhamos também na lage na Baía do Sancho – mas estava muito cheio de gente e não sei dizer direito se é legal ou não.
6. Pôr do sol: os points para ver o por do sol são: Forte São Pedro do Boldró (fomos e curtimos), Praia da Conceição (fomos e curtimos) e o Forte Nossa Senhora dos Remédios (na Vila dos Remédios – nesse não fomos, mas foi recomendado)
7. Praias para visitar: Praia do Sancho (só dá pra descer numa escada absurda no meio das pedras), Praia dos Porcos, Cacimba do Padre, Conceição, etc…
- Restaurantes:
1. O restaurante da Pousada Maravilha é ótimo e fomos duas vezes lá no almoço para curtir o visual da praia do Sueste; de noite deve ser bem charmoso também.
2. O restaurante da Pousada do Zé Maria é um clássico de Noronha. Só curtimos a comida quando pedimos pratos de peixe (com um risoto incrível); quando pedimos coisas diferentes (massa, etc) não foi muito bom. NÃO fomos no Festival – a Julia e a Tassila, minhas leitoras queridas, tinham dado a dica de não ir e quando cheguei lá vi que não tem a ver comigo mesmo (muita galera, 40 pratos, Buffet, fila)
3. Restaurante Varanda: do chef Auricelio Romão, ex chef do Zé Maria. Lugar bem despojado e comida ótima – adoramos!
4. Bistrô Cacimba do Padre: fomos lá na primeira noite – é uma dica bem unânime e comemos super bem. Curtimos pela comida e pelo astral – bem despojado.
5 Restaurante da Pousada Teju- Açu… não fomos, mas recebemos essa dica
6 Restaurante Mergulhão (Porto)… não fomos, mas recebemos essa dica
7 Restaurante da Pousada Beijupirá… não fomos, mas recebemos essa dica
8 Restaurante Xica da Silva… não fomos, mas recebemos essa dica
9. Restaurante Tricolor… não fomos mas recebemos essa dica
10. Pizzaria Na Moita… não fomos mas recebemos essa dica
O Ricardo Freire fez um post bem recentemente sobre os restaurantes de Noronha!
- aluguel de buggy: todo mundo anda de buggy pra cima e pra baixo. Vale a pena alugar buggy sim – nós não alugamos todos os dias. Alugamos só naqueles que tínhamos tempo livre e foi bacana. O Ricardo Freire fez um post chamado bugue ou táxi pra quem tiver vontade de ler
- Dicas úteis:
1. Levar dinheiro vivo!!! A Julia tinha dado essa dica fantástica e salvou nossa vida. Todos os passeios, independentemente de serem reservados via pousada, devem ser pagos em cheque ou dinheiro. E é uma grana – gastamos 900 reais em passeios e a sorte é que eu tinha me organizado e levado em dinheiro. Alem disso, não são todos os lugares que aceitam cartão de credito e é comum o “sistema cair”.
2. Só tem um caixa eletrônico em Noronha que fica dentro do Aeroporto e é do Banco Real.
3. Muito protetor solar, repelente e chapéu.
4. Dica pra mulherada: levei os meus biquínis lindos da Jô de Mer, que são adequados para a piscina do Fasano ou para a Grécia, mas que não tem nada a ver com Noronha (a menos que você esteja pensando na piscina da Maravilha ou do Zé Maria, aí sim) porque tudo lá é mega relax e durante os passeios, você faz snorkel – senta em pedra, se arranha, nada pra cima e pra baixo… Uma dica boa da Julia foi levar uma blusa pra fazer o planasub – eu levei uma blusa de ginástica da Track and Field mesmo e foi muito útil. Alias, me deu vontade de ter usado esse tipo de blusa em todos os mergulhos de snorkel porque é bem mais pratico e não precisa se preocupar com nada.
5. as mabuias… eu, que tenho verdadeiro pavor de lagartixas e todos os seus parentes mais próximos, achei que as mabuias (lagartos que “comandam” Noronha) iriam atrapalhar a minha vida, mas no fim deu tudo certo: tomei alguns sustos, tomei alguns cuidados para não ter comida comigo (elas são famintas) e elas não virem nas nossas coisas e realmente deu tudo certo.
6. por ultimo, a minha conclusão sobre Noronha é que é um lugar paraíso em termos de beleza com preço de São Paulo e padrão de serviço/ritmo de Nordeste (sem nenhum preconceito, please, afinal Noronha pertence ao estado de Pernambuco)… Ou seja, prepara o bolso e a tolerância, mas compensa os olhos com o visual!
Ps. quem tirou essa foto foi o nosso super guia – o Emerson – que é um fotógrafo de mão cheia, além de ter sido a minha “babá” lá em Noronha por dois dias ou, carinhosamente, “babo”!