Pelo mundo com o Chris (e com o Erik)

Já falei aqui do Chris, meu irmão querido, e sua vida de “marinheiro” e fiz alguns posts com o título “Pelo mundo com o Chris

O Chris está curtindo as férias dele velejando pela Nova Caledônia (oceano pacífico – lá para os lados da Austrália) no barco dele e recebeu a visita do Erik, meu irmão mais velho, e com o Rafa, nosso primo.

O lance deles é mergulhar, velejar, andar de kite e surfar – olhem que lugares lindos

É… cada um leva a vida do seu jeito, né?

Próximas férias: Israel, Jordânia e Paris

Estou MEGA animada com a minha viagem para Israel, Jordânia e Paris que farei em MAIO do ano que vem!

Normalmente eu mesma organizo as minhas viagens – vejo passagem, hotel, vou atrás das dicas, etc…

MAS, dessa vez estava afim de fazer um tipo de viagem diferente e como esse roteiro não é um destino óbvio, resolvi pedir ajuda para quem conhecesse bem a região, alguém que me desse toda ajuda e tal. Escolhi a Selections (do Eduardo Gaz) porque me falaram super bem do trabalho que a Paola Mansur faz por lá e quando falei com ela, além de ser uma querida, ela me contou que já tinha feito essa mesma viagem! Era tudo o que eu queria!

Claro que tenho as minhas crises, me pego pensando se não deveria eu mesmo organizar a viagem… Resolvi me render a mordomia e curtir os preparativos! Acho que vai ser incrível!

Meu roteiro:

2 noites @Tel Aviv (Israel)

4 noites @Jerusalem (Israel)

2 noites @Petra (Jordânia)

2 noites @Mar Morto (Jordânia)

2 noites @Amã (Jordânia)

3 noites @Paris

Para ver as dicas da Israel e Jordânia que tenho no blog, clica aqui

Na foto é o pai do Dan – Mario Turkieniez (in memoriam) – no muro das lamentações em 1977

Li por aí: Dicas de Bonito @Magariblu

Seguindo o meu rolê pelos blogs, adorei o post sobre Bonito que a Aninha do blog Magariblu fez

O post está super completo e objetivo e me despertou a curiosidade! Sei lá é um lugar que me dá vontade de ir, ao mesmo tempo preciso ser honesta comigo mesma e lembrar o quão fresca e pentelha eu sou quando eu saio do meu bom e velho trio “asfalto – metrópole – conforto”

B360 Travel + dicas de viagem + reflexões

Recebi há um tempinho atrás um catálogo maravilhoso da B360, agência de viagens mega badalada e “high end” da Chris Bicalho. Essa agência faz parte do mesmo grupo que a STB, que é do marido da Chris Bicalho. Por sinal, a B360 tem um site super bacana que vale a visita – prepara o babador!

Divido aqui com vocês as dicas de hotéis (só tem os mais punks) do catálogo da B360, que traz outras dicas bacanérrimas por sinal… Vocês não imaginam o efeito que esse tipo de dica tem sobre mim – que amo viajar…

Paris: Le Bristol, Le Royal Monceau, Hotel de Crillon, Hotel Esprit Saint Germain… Para ver todas as dicas de Paris aqui no blog, clica aqui

Miami: The Setai, Mandarin Oriental Miami, The Ritz-Carlton South Beach, The Ritz-Carlton Key BiscaynePara ver todas as dicas de Miami aqui no blog, clica aqui

NYC: The Mark, The Plaza, Hotel Americano, Plaza Athénée… Para ver todas as dicas de NYC aqui no blog, clica aqui

Milão: Four Seasons, Armani Hotel, Bulgari Hotel… Para ver as minhas dicas de Milão, clica aqui

Londres: The Savoy, The Connaught, Claridge’s, The Berkeley… Para ver todas as dicas de Londres aqui no blog, clica aqui

Indochina: Mandarin Oriental Bangkok, Four Seasons Resort Chiang Mai, Anantiara Bophut Koh Samui Resort & Spa, Sofitel Plaza Hanoi, La Residence D’Angkor @Siem Reap, Sofitel Legend Metropole Hanoi

Índia e Butão: Taj Mahal Hotel @New Dehli, Taj Lake Palace @Udaipur, Taj Umaid Bhawan Palace @Johdpur, Oberoi Amarvilas @Agra, Ananda in the Himalayas, Uma Paro e Amankora @Butão

Turquia: Ciragan Palace Kempinski e Four Season Bosphorus @Istambul, Museum Hotel @Capadócia, Kempinski Hotel Barbaros Bay @Bodrum… Para ver as dicas de Turquia, clica aqui e aqui

Marrocos: Royal Mansour e La Mamounia @Marrakech, Dar Ahlam Hotel @Oasis, Tendas Berberes @Deserto

St Barths: Guanahani, Eden Rock, Isle de France… Para ver as minhas dicas de St Barths, clica aqui

Capri: La Scalinatella, JK Place, Quisisana… Para ver as minhas dicas de Capri, clica aqui

Maldivas: Four Seasons Resort & Boat, Laamu by Six Senses, One & Only Reethi Rah, Hotel W Retreat & Spa

Eu costumo organizar sozinha as minhas viagens, mas sei que nem todo mundo tem a mesma paciência que eu para pesquisar, organizar, planejar, etc… Não é à toa que vou colecionando várias dicas aqui no blog de outras pessoas sempre tendo em mente que essa dica será útil para mim em alguma pesquisa para um destino!

A minha exceção foi a viagem para África do Sul – viagem dos sonhos (ver post), por sinal, que contratei a Atlantic Connection, especializada em África) e foi sensacional. Ah, separei um post do blog da B360 com dicas de Cape Town que achei super bacana.

Quando não emito passagens com milhas, compro passagens com o meu anjo da guarda – Andre Sanajoti (já dei essa dica aqui) – que sempre descola passagens incríveis!

Quem sabe ano que vem, que pretendo fazer umas viagens mais diferentes - Israel, Jordânia, etc – eu não me animo e delego a organização da viagem a uma agência “bacanuda” dessas tipo B360, Matueté, Selections?!

Dicas de Inhotim… (updated)

Post publicado em 23 de abril de 2011:

Finalmente conhecemos Inhotim e AMAMOS!

A viagem foi uma delícia, super relax, curtimos um monte e realmente amamos conhecer Inhotim. É IMPERDÍVEL!

O lugar é inacreditável: é um mix de jardim botânico e museu de arte contemporânea – com um visual lindo, tudo super cuidado, uma paz total… E nos impressionou a infra estrutura impecável: eles pensam nos mínimos detalhes – desde os guarda chuvas para tu te proteger do sol à quantidade de funcionários disponíveis para dar informações, vários lugares charmosos para dar uma descansada ou tomar/comer alguma coisa

As obras de arte são um capítulo a parte – tirando uma ou outra que são incompreensíveis (como o Dan e eu brincamos são as obras “I just don’t get it”), a maior parte das obras são muito legais… Os destaques pra nós são: tem uma obra que é um grande caleidoscópio que não lembro o nome do artista, Valeska Soares (lindo!), Edgar de Souza, Helio Oiticica e Neville de Almeida – Cosmococas (incrível – tem que entrar no clima), Janet Cardiff, Yayoi Kusama (é linda ao vivo), Chris Burden, Jarbas Lopes, Marcius Galan, Amilcar de Castro, Cildo Meirelles (obra “através”), Pavilhão Cardiff & MillerGaleria Adriana Varejão (esperava mais da galeria em si, mas tem uma obra linda lá e o prédio é lindo), Olafur Eliasson, Alessandro Pessoli, Janine Antoni, Mathew Barney…

obs. vale a pena ler o descritivo das obras – muitas vezes faz tu entender melhor a obra, como é o caso das obras sonoras da Janet Cardiff

Vamos às dicas práticas:

Onde fica: Inhotim fica na cidade de Brumadinho a 60 km de Belo Horizonte

Como chegar: Nós fomos de avião até BH. Tem vários jeitos de chegar em Inhotim: contratar um motorista (foi o que fizemos e recomendo muito), alugar um carro, ir de ônibus a partir da Rodoviária de BH (mais infos na seção como chegar no site de Inhotim)… O motorista que contratamos foi o Giovanni Rago e foi nota 10. Recomendo muito para quem quiser uma opção zero stress e muito conforto! Giovanni Rago (fone: 31-9981-5419 e email: giovannirago@yahoo.com.br)

Onde se hospedar:

Em BH: nós dormimos em BH porque como fomos com calma decidimos curtir a cidade e almoçar e jantar em lugares legais por lá. Dicas de hotéis em BH: Mercure Lourdes, Promenade Ianelli, Promenade Platinum, Promenade Guignard, Promenade Champagnat, Promenade Pancetti e Promenade Volpi. Todos esses hotéis ficam em Lourdes ou no Savassi, que é onde ficam os restaurantes legais e tal (ver meu post sobre BH)…

Em Brumadinho: No site de Inhotim, tem dicas de onde se hospedar em Brumadinho. Quando eu pesquisei, a pousada que me pareceu melhor (Estalagem do Mirante) fica a 40km de Inhotim, aí concluí que era melhor ficar em BH. A Julia, minha leitora querida do Rio, se hospedou na pousada Vista de Serra (dicas de Julia – ver post) que é bem “honesta”, mas confesso que já assumi a minha frescura e não me aventuro muito por aí!

Quanto tempo ficar: Dá pra conhecer Inhotim em 1 ou 2 dias – depende do teu ritmo e grau de interesse; Nós fizemos o passeio em 2 dias com bastante calma e curtimos – estávamos nessa vibe de descansar e relaxar… MAS daria para ter feito em 1 dia se tivéssemos feito um pouquinho mais na correria ou se tivéssemos ido direto para as obras que são mais destaque. Ou seja, quem só tiver 1 dia pra ir pra lá – vai sem erro porque dá na boa para conhecer tudo!

Dica preciosa: o ingresso de Inhotim custa 20 reais; você pode pagar mais 10 reais e ter direito a andar no “transporte interno” que são carrinhos elétricos (tipo os usados em campo de golf) e vale super a pena para visitar as obras mais distantes (e altas) como Beam Drop, Mathew Barney e Doug Aitken

Dica preciosa 2: se der para ir num fim de semana normal e não num feriado, vá num fim de semana normal. Em feriado Inhotim LOTA! Pra nós foi engraçado porque na quinta (dia 21 de abril – feriado) estava cheinho, mas super ok; na sexta (dia 22 de abril – páscoa) estava um inferno… fila pra tudo que era lado.

Updated: a Paulete no seu blog Viagens da Paulete fez vários posts sobre Inhotim – vale a pena dar uma olhada!

A Grande Barreira de Coral @ Austrália (by Maisa)

A Maisa, amiga querida que eu A-DO-RO, está morando na Nova Zelândia há 1 ano e desde então tem viajado muito pela Ásia, Australia e afins…

“Be, querida! Como prometido ai vão as primeiras dicas desse lado do mundo!

Como você gostou das fotos decidi começar pela Grande Barreira de Corais, espero que goste! Um beijo e muita saudade

Grande Barreira de Corais – Austrália

Como chegar: da Nova Zelândia é fácil, vôo direto de Auckland para Cairns (o principal aeroporto na Grande Barreira), mas para quem vem do Brasil, a maneira mais fácil é voar direto de Sydney para lá.

Onde ficar: sinceramente não perca tempo em Cairns, a cidade é bem turística e em nada lembra as ilhas paradisíacas que tem por ali. Nossa escolha foi nos hospedar em Lizard Island, que fica à 1 hora de avião ao norte Cairns (o próprio hotel reserva os vôos e o terminal de onde partem os vôos particulares fica bem próximo ao terminal doméstico e internacional do aeroporto de Cairns, fácil fácil).

Para quem quiser ficar no continente, a melhor opção é Port Douglas (dica de uns amigos queridos australianos), fica 1 hora ao norte de Cairns. O hotel Coconut Grove Port Douglas foi super bem recomendado.

O que fazer por lá: Lizard island é incrível, só existe o hotel na ilha e os hóspedes contam com mais de 20 praias privadas para aproveitar o dia. O serviço do beach club é excelente, com lanchas à disposição para te levar e buscar no horário combinado (existe ainda a opção de alugar um barquinho e ficar mais a vontade e conhecer várias praias no mesmo dia), leve máscara de snorkel (os corais ao redor da ilha são lindos e cheios de vida!) e peça o picnic no restaurante do hotel par um dia delicioso! Para os mergulhadores (ou metidos a, como meu caso!rs), Lizard Island é o paraíso, fica apenas 1 hora de barco do ponto de mergulho mais famoso da Grande Barreira de Corais, o Cod Hole. O Cod Hole faz parte do que eles chamam de outer reef e é onde você pode mergulhar com os gigantes potato cods (e alguns tubarões também!), realmente imperdível! Para os que não mergulham, as opções de snorkeling também são ótimas!

Onde Comer: Em Lizard Island a única opção é o hotel mesmo, e infelizmente eles só têm um restaurante, por isso não recomendo uma estadia muito longa (para não enjoar da comida!), ficamos 3 noites e foi ótimo! O cardápio muda toda dia, mas as opções são limitadas por isso, se não tiver nada que você goste é só pedir que eles preparam (infelizmente só descobri isso no último dia e confesso que a comida foi o grande ponto fraco do hotel para mim)! Em Cairns, recomendo o Salt House, tivemos que passar uma noite lá e o restaurante é bem gostoso!

Importante! Aviso aos marinheiros de primeira viagem por essas bandas. Os hotéis na Austrália, principalmente em lugares mais remotos (não é o caso de Sydney e Melbourne, por exemplo) geralmente não oferecem a mesma qualidade de instalações e serviços das grandes redes de luxo, apesar de cobrarem o mesmo preço (e muitas vezes, até mais)! Eu sempre saio com a sensação que paguei mais do que recebi, então é melhor ir preparado para não se desapontar! No caso de Lizard Island, a ilha é linda, as instalações são boas, o serviço do beach club era ótimo, todo o staff muito educado e prestativo, mas sinceramente o restaurante deixou a desejar. Mas depois de mergulhar com os potato cods, decidi que valeu cada centavo!

Dicas de Israel (Tel Aviv, Jerusalém) + Petra + Mar Morto

Resolvi reunir as dicas de Israel aqui do blog num único post para facilitar a vida!

Aqui estão reunidas dicas do Issa (meu amigo querido), da minha leitora londrina Fernanda e umas dicas aleatórias que eu li por aí (RG, Revista do Cidade Jardim e Agenda Black)

- Dica de Guias Particulares:

1. Ephraim Yahav – email: yaheph@gmail.com ( Pode escrever em Português)

2. Dalia, guia brasileira em Israel – email: dalia.himelfarb.szulman@gmail.com Telefone: +972 54 4934566

Tel Aviv: é a cidade moderna de Israel. Tem muitas baladas, restaurantes e lojas.

Passeios em Tel Aviv: Marina; Old Jaffa (cidade antiga); Rothschild Avenue.

Outra dica é o Museu do Design @Holon: Projetado pelo arquiteto israelense (e radicado em Londres) Ron Arad, esse museu foi inaugurado em 2010 e fica em Holon, cidade pertinho de Tel Aviv.

Restaurantes em Tel Aviv: Em Tel Aviv você pode comer de tudo, mas em geral, os melhores restaurantes são fusion. Justamente por isso, precisa tomar cuidado, pois podem ser restaurante/menus que você poderia ter em qualquer lugar do mundo, sem especificidade nenhuma do local.

Na região da Marina estão vários restaurantes e bares.

Mul Yam: É considerado o melhor restaurante de Israel, com 1 estrela Michelin. Comemos e bebemos muito bem. O atendimento também foi ótimo, com direito à explicação da sommelier sobre vinhos israelenses.

Manta Ray, localizado de frente para a praia, é ótimo para um almoço leve com frutos do mar.

Nanutchka (comida Georgiana/Russa, menos mainstream e com ambiente super agradável)

Moses Burger (hamburger maravilhoso, mas não peça um cheese burger já que, segundos os costumos Kosher, é “proibido” misturar carne com queijo

Coffee Bar (ótimo para carnes)

Herbert Samuel (comida maravilhosa, vale para ficar só para ficar nas entradinhas)

Max Brenner, chocolateria cheia de guloseimas. (tem em NY também)

Hotéis em Tel Aviv:

1. Art +: um 3 estrelas honesto e bem localizado onde o Issa e a Luisa ficaram. Cada andar é decorado por um artista diferente

2. Shalom Hotel and Relax: da mesma rede que o Art +, recém aberto e mais high end

Outras Dicas de Tel Aviv:

- Não perca o melhor Houmus de Tel Aviv, em Jaffa, um bairro próximo ao centro. Chama-se Abu Hassan. O cara faz bem estilo oldskool, num tacho enorme, e forma-se fila pra comer, portanto precisa chegar cedo, praticamente pra comer de café da manha!

- Melhor spot de praia para ficar: Gordon Beach, perto do café La La Land

- Bairro arty/trendy: Neve Zedek, é uma mistura de Vila Madalena com Jardins

- Caminhar sem lenço nem documento nos calçadões de madeira do porto

Jerusalém: imperdível, de tirar o fôlego, um caldeirão de religiões e emoções. Precisa fazer com um bom guia, e se quiser fazer completo, vendo coisas das 3 religiões, precisa dormir 1 noite lá.

A Fernanda deu a dica que logo no 1º dia eles foram ao posto de informações ao turista e contrataram um guia particular para o dia seguinte. Foi a melhor coisa que fizeram, pois o guia explicou tudo sobre história e religião.

Hotéis em Jerusalém: Hotel Mamilla e Hotel King David

Passeios: Cidade antiga + Muro das Lamentações (nessa foto o pai do Dan em 1977) + Monte das Oliveiras + Mesquita de Omar + Via Dolorosa e Igreja Santo Sepulcro + Yad Vashem Memorial (museu do holocausto que vale muito a pena) + Israel Museum para levar crianças

Restaurantes:

Mercado Mahane Yehuda (88 Agripas Street)

Arcadia (10 Agripas Street)

Dentro da cidade antiga, no bairro muçulmano tem o Abu Shukri. Restaurante israelense/árabe super simples (que dá medo de entrar), mas comida ótima. Vale a pena pedir de tudo para experimentar, já que é bem barato.

Perto do Jaffa Gate tem um “mini shopping” a céu aberto chamado Mamilla Mall com vista para a cidade antiga e com muitas opções de restaurantes e cafés. É uma boa opção para quem não quiser comer dentro da cidade antiga.

No Mamilla Mall, está o Mamilla Hotel, hotel super cool de Jerusalém, com um bar lindo chamado Mirror Bar. Drinks e comidinhas deliciosas.

O melhor pôr do sol em Jerusalém fica na cobertura desse mesmo Mamilla Hotel – Mamilla Rooftop Bar, com vista para toda Jerusalém. Nesse mesmo hotel, que é o mais cool da cidade, tem um bar lindo – Mirror Bar – com drinks e comidinhas deliciosas.

Petra:

- como chegar: pegar um vôo de Tel Aviv até Eilat (sul de Israel), às margens do Mar Vermelho. O trajeto de carro do centro de Eilat até a fronteira com a Jordânia leva uns 20 minutos. De lá segue-se (preferencialmente com um guia) até Petra num trajeto de 2h30 de carro.

- Visto: Para brasileiros, é necessário visto para a Jordânia. Mas é rápido e fácil de conseguir.

- Dica imperdível: levar um tênis confortável porque anda-se muito. Também levar chapéu, protetor e água!

É possível tanto fazer um bate-volta de Eilat à Petra, mas é bem cansativo.

Hotel: A Fernanda aconselha ficar em um bom hotel (ela ficou no Movenpick) porque a cidade é bem precária. Como ela ficou 2 noites lá, jantou no hotel os 2 dias.

Mar Morto:

- A Fernanda foi ao Mar Morto pelo lado da Jordânia. Dá para passar o dia e comprar um “passe” nos hotéis, podendo usar piscinas, restaurantes, etc.

Ela se hospedou por 2 dias no Movenpick Dead Sea, já que essa era a parte descanso da viagem. Os hotéis são enormes, no estilo resorts. Mas, o mais legal é se banhar no Mar Morto. A sensação de não afundar é muito boa.

- Já o Issa foi para Ein Gedi: Kibbutz hotel no mar morto. Ainda restam alguns resquícios da cultura “all sharing” dos kibbutz, mas o que vale mesmo é boiar no mar morto lendo um jornal. Detalhe: no caminho, cuidado para não se perder e cair nas regiões dos assentamentos palestinos

- O Issa também dá a dica de Massada: Um passeio espiritual e minimalista, poderia estar num filme da Sofia Coppola. Trata-se de um forte militar no alto do deserto, com vista pro mar morto construído na época da ocupação romana!

Dicas gerais:

- Na Jordânia e em Jerusalém é importante não sair muito “pelada”, os homens mexem muito e até tentam te pegar. Já em Tel Aviv pode-se usar o que quiser. É bem liberal.

- Quando usar taxis, lembre-se de pedir para o motorista usar o taxímetro, pois eles adoram tirar vantagem.

Viagem ao Deserto do Atacama: inesquecível (updated)

atualizado em dezembro/2011: turma, recebi uma intimação do Mau e da Vi, meus amigos do coração, que voltaram do Atacama há uns dias e falaram que eu deveria ser mais Explícita nesse post sobre o quão sensacional essa viagem é. Quando eu fui, eu amei e sem duvida foi umas das melhores viagens da minha vida. 

São Paulo, 18 de abril de 2009 (updated: essa foi a data original do post, ok?)

Cheguei quinta, vindo de uma viagem maravilhosa ao Deserto do Atacama, no Chile.

Para contextualizar: essa viagem foi um presente meu para o meu papai querido que está completando 60 anos em breve! (updated: o meu papi já está com 62!)

Como se chega lá? A viagem é o seguinte: sair de São Paulo de Tam ou Lan Chile até Santiago e depois voar de Santiago para Calama (2 horas e meia de vôo) através da Lan Chile. Esse vôo interno é bem caro (USD 600 por pessoa – ida e volta para Santiago; a dica é pedir para o hotel comprar pra ti porque se comprado a partir do Chile é bem mais barato) – então ele tem que ser considerado nos gastos para não ter surpresa ruim depois! De Calama, se vai de carro para San Pedro de Atacama. Esse transfer Calama – San Pedro estava incluso no nosso hotel.

Onde se hospedar? San Pedro tem um monte de hotéizinhos pequenos e albergues, mas para quem está pensando em fazer um “Atacama no capricho”, as opções de hotéis são:

- Tierra Atacama: é o hotel que eu fiquei. Amei literalmente tudo: o serviço é impecável; é “all inclusive”; a comida é ótima e não é esquema bufet (thanks god); os drinks são ótimos (e inclusos no all inclusive); os guias e as excursões são o máximo; o quarto é super de bom gosto com produtos L’Occitane, arrumação 3 x ao dia e uma vista linda da cordilheira; a piscina e a jacuzzi são ótimas; o spa é super bom… resumindo: sabia que o hotel era bom, tinham me recomendado – mas como ele é mais barato que o Explora – fiquei com medo de não ser tão bom ou sei lá… Todas as minhas expectativas foram superadas. O hotel tem 30 quartos. O que está incluso no all inclusive? 3 refeições por dia + drinks + 2 passeios de meio dia ou 1 passeio de dia inteiro cada dia. Updated: O Mau e a Vi também amaram o hotel e mandaram eu dizer que o hotel é ainda mais legal do que eu escrevi. Detalhe: eu escrevi que “Amei literalmente tudo”

- Explora: o hotel mais antigo de San Pedro de Atacama; existe há 10 anos. Sei que o Explora é o ícone desse tipo de viagem de aventura de luxo e por isso quis ir lá para conhecer. Bom, a minha impressão não foi das melhores: entramos no hotel e demos de cara com os cavalos que são usados em alguns passeios e o cheiro estava de morrer e do outro lado vimos a garagem das vans do hotel… até pensamos que estávamos na entrada errada, mas não estávamos! A área social do hotel é em formato de um barco/navio – é legal, mas achei tudo muito grande… o Explora tem quase 60 quartos (o dobro do nosso – achei meio galera demais)… mas o que eu não gostei foram os quartos. Eles têm janelas pequenas, não têm vista para a cordilheira e ficam perto demais dos tais cavalos e das vans… Como me disse o Raul Frare do blog ”Pra lá de Bagdad” - o Explora acaba parecendo um cruzeiro!

- Awasi: o hotel mais “private” de todos – tem 8 quartos e todos os passeios, transfer, etc são privativos, ou seja, não são feitos em grupo. Os quartos são lindos – numa linha “rústico – chique”. É mais caro – mas parece ser uma boa pedida também! A Maísa, minha amiga, ficou no Awasi e amou.

Updated: – Hotel Alto Atacama: esse hotel abriu depois que eu fui (2009) e pelo jeito é bem top. Vi a dica desse hotel num post da Chris Bicalhopara o Circolare.

Quando ir? O clima do Atacama varia em temperatura ao longo do ano, mas não chove nunca. E a high season é entre janeiro e março e junho e agosto (época de férias). Sinceramente, é super frio lá… fui agora em abril e me surpreendi como é frio. Ir em julho/agosto deve ser frio demais, a ponto de dar uma atrapalhada.

Quantos dias ficar em San Pedro? Entre 4 e 5 noites está ótimo para dar tempo de fazer os principais passeios.

Passeios: Os passeios que são unanimidade nas recomendações (inclusive na minha) são:

1. Salar de Tara: é um passeio que eu não fiz porque não deu tempo, mas todos os guias (todos mesmo) falaram que é o passeio mais bonito de todos. Já tenho motivo para voltar!

2. Quebrada de Guatin: é uma caminhada de 2 horas numa região cheia de cactus gigantes e que há um rio – é lindo! Foi o programa que eu mais curti!

3. Geisers del Tatio: ver os geisers e as “fumarolas” no nascer do dia – demais! Faz MUITO frio de verdade – levar luva, gorro, casaco de ski, malha de lã para por em baixo do casaco. Frio tipo – 5ºC…

4. Valle de la Luna: o programa mais básico de todos – a paisagem é super árida e bonita. Normalmente é o primeiro passeio de todos, para entrar no clima!

5. Lagoas altiplanicas: paisagem maravilhosa com direito a almoço nota 10 preparado lá pela turma do hotel.

6.   Star tours (para observar as estrelas com um astrônomo francês chamado Alain – não é feito pelo hotel. Ver o site www.spaceobs.com: fizemos o passeio e é super interessante de fato. O chato é que os grupos são grandes, então é um pouco desorganizado. Mas ver a lua, saturno e as estrelas é realmente impressionante e total fora da rotina. Sugestão: organiza para ir num dia que tu tenhas feito só um passeio com o hotel e tenta pegar o segundo grupo (21:30) para ir depois do jantar, assim se rolar qualquer atraso – tu não estás exausto e faminto (como nós estávamos)

7.   Escalada ao vulcão Toco: não fui – mas para quem tem tempo, deve ser uma experiência bem desafiadora! (updated: Mau e Vi subiram no Toco, falaram que é punk a subida, mas que é deslumbrante o visual e é um passeio imperdível

Restaurantes em San Pedro de Atacama: os lugares lá são super simples e ficam todos na rua principal (Caracoles). Fomos no Café Adobe – foi a recomendação unânime e curtimos. Nos deram a dica tmb do Blanco e do La Estaka. Mas a comida do hotel era tão boa que batia uma preguiça de caminhar (no escuro) 25 minutos até os restaurantes.

Dicas úteis: Levar roupa tanto para frio (muito frio) como para calor; levar biquini e tal porque sempre dá tempo de pegar uma piscininha entre um passeio e outro; levar RINOSORO para “umidificar” o nariz – é impressionante como o clima é seco; levar lip balm porque os lábios ficam super secos; eu fiz as caminhadas e passeios de tênis de corrida mesmo – não levei nenhuma bota mais especial – mas se tu tiveres, vale a pena levar – se não tiver, não precisa comprar. Levar óculos escuros, protetor, boné… o sol é bem forte! levar o Ipod porque tem passeios que são longe – e tu ficas um bom tempinho na van, então ter um sonzinho é sempre bom!

 

Dicas do Butão por Carolina Perez

Li na Revista Elle (abril/2011) umas dicas do Butão das pelas Carolina Perez (filha da Teresa Perez e criadora da Travel Week)… Reproduzi abaixo alguns trechos

- Cultura exótica: quem decide conhecer o Butão, um pequeno reinado budista situado na Ásia, pode esperar uma experiência singular, diferente de tudo o que já viu por aí. É um lugar para se desligar dos valores ocidentais e aproveitar para conhecer um santuário protegido, vivenciando o cotidiano simples de uma cultura intocada.

- Hospedagem: Os 5 lodges Amankora, da rede Aman Resorts, estão espalhados entre os vales do Butão central e do ocidental. As acomodações conseguem traduzir a essência do povo zen e, de quebra, oferecer muito conforto. O serviço é atencioso, discreto, no mais autêntico estilo simples chic, totalmente integrado à cultura local.

- Trekking nas Montanhas: se gostar de esportes, faça trekking, tendo como pano de fundo montanhas, bosques, rios e monastérios incrustados nas rochas. Dica: Back Roads.

- Restaurantes: Na cidade de Paro, o meu favorito é o restaurante do hotel Sonam Trophel. Em Thimphu, o restaurante Benez (tel. 975 2 325-180) é uma ótima pedida para experimentar pratos butaneses. Para provar a culinária indiana, os melhores são o Chula (tel. 975 2 336-275), que fica no Bhutan Observer Building, e o restaurante Druk.

- Templos: Em Paro, não deixe de ir aos templos Kyuchu Lhakhang, considerado o mais antigo do Butão, e Dumtse Lhakhang. Outros que merecem uma visita: Chari Goemba e Decheng Phodrang, em Thimphu, e Chimi Lhakhang e Dzong, em Punakha.

Dicas de Tel Aviv e arredores por Guilherme Issa

O Issa, my dear friend, fez uma viagem pra Israel com a namorada dele em maio/2010 e amou! Óbvio que pedi umas dicas para publicar aqui no blog… Tenho muita vontade de ir pra Israel – as pessoas que conheço e vão, sempre amam! E pra quem curtir essas dicas, recomendo também ler o post com as dicas da viagem para Israel que a Fernanda escreveu aqui pro blog!

Dicas do Issa:

Como chegar: existe vôo direto SP – Tel Aviv pela El Al

Hotéis em Tel Aviv

- Art + (um 3 estrelas honesto e bem localizado, foi o que ficamos. Cada andar é decorado por um artista diferente)

- Shalom Hotel and Relax (da mesma rede, recém aberto e mais high end)

Restaurantes

Em Tel Aviv você pode comer de tudo, mas em geral, os melhores restaurantes são fusion. Justamente por isso, precisa tomar cuidado, pois podem ser restaurante/menus que você poderia ter em qualquer lugar do mundo, sem especificidade nenhuma do local.

- Manta Ray (pra frutos do mar)

- Nanutchka (comida Georgiana/Russa, menos mainstream e com ambiente super agradavel)

- Moses Burger (hamburger maravilhoso, mas não faça a besteira de pedir um cheese burger como eu fiz, pois como você deve bem saber, é “proibido” misturar carne com queijo segundo os costumes Kosher)

- Coffee Bar (ótimo para carnes)

- Messa (haut de game, cozinha francesa, mas até ai, melhor comer em Paris né?)

- Herbert Samuel (comida maravilhosa, vale para ficar só para ficar nas entradinhas)

Outras Dicas de Tel Aviv

- Não perca o melhor Houmus de Tel Aviv, em Jaffa, um bairro próximo ao centro. Chama-se Abu Hassan. O cara faz bem estilo oldskool, num tacho enorme, e forma-se fila pra comer, portanto precisa chegar cedo, praticamente pra comer de café da manha!

- Melhor spot de praia para ficar la em TA: Gordon Beach, perto do café La La Land

- Melhor sunset: Mamilla Hotel Roof Top Bar, mas somente aberto a partir de maio (foto)

- Bairro arty/trendy: Neve Zedek, é uma mistura de Vila Madalena com Jardins

- Caminhar sem lenço nem documento nos calçadões de madeira do porto

Passeios fora de Tel Aviv

- Jerusalém: imperdível, de tirar o fôlego, um caldeirão de religiões e emoções. Precisa fazer com um bom guia, e se quiser fazer completo, vendo coisas das 3 religiões, precisa dormir 1 noite lá.

- Ein Gedi: Kibbutz hotel no mar morto. Ainda restam alguns resquícios da cultura “all sharing” dos kibbutz, mas o que vale mesmo é boiar no mar morto lendo um jornal. Detalhe: no caminho, cuidado para não se perder e cair nas regiões dos assentamentos palestinos

- Massada: Um passeio espiritual e minimalista, poderia estar num filme da Sofia Coppola. Trata-se de um forte militar no alto do deserto, com vista pro mar morto construído na época da ocupação romana!

Dicas do Japão @Viagens da Paulete

Já falei aqui que morro de vontade de ir pro Japão né?

Bom, hoje navegando pelo blog Viagens da Paulete vi muitos posts incríveis sobre a viagem dela para lá e babei… Não deixem de ver – ela tem uma categoria chamada Japão para reunir todos os posts dessa viagem!

obs. essa foto bacanérrima é do blog da Paulete e está no post “Beleza Japonesa”

Viagem guiada para o Egito…

Um lugar que eu sonho em conhecer é o Egito… Sempre fui super ligada em História, era minha matéria favorita no colégio e até hoje me desperta muito o interesse.

Eis que vi uma viagem organizada pelo Projeto Cultura do Philippe Racy Takla (alô Malu Faro?! olha a tua dica…) que é um grupo que vai para o Egito durante o Carnaval 2011 com 2 arqueólogos num programa bacanérrimo… Oh my god… Quero ir!

E olha que eu abomino grupos em geral – mas pra ir para o Egito e entender melhor os templos e afins com a explicação de egiptólogo e um arqueólogo é demais, né?

Sei lá – o Dan e eu estamos debatendo… Mas depois de ter chutado tanto o pau em 2010 com tantas viagens (e a inda tem saint barth e Punta), acho que eu tenho que me aquietar um pouco…

Mas enfim, queria dividir aqui porque vai que alguém lê esse post e se anima!!!

Dicas do Hanoi, Vietnã – Renata De Goeye

Recebi a Revista do Shopping Cidade Jardim (com o arquiteto Daniel Libeskind na capa) e anotei algumas dicas legais.

Gostei das dicas da Renata de Goeye sobre o Vietnã, que transcrevo abaixo:

1. Sofitel Metropole: localizado no coração de Hanoi, este hotel de estilo colonial é um dos mais bonitos da região e oferece ótimas opções de restaurantes.

2. Intercontinental Westlake: nas margens do rio Ho Tay, o hotel é um dos mais novos em Hanoi e tem uma vista imperdível do pôr do sol.

3. Club Opera: 59 Ly Thai To Street
Esse bistrô oferece a típica comida vietnamita, com uma apresentação sofisticada. O camarão tigre ao molho de tamarindo é delicioso. Perfeito para o paladar estrangeiro e para jantares românticos à luz de velas.

4. Pho 24: Esse fast-food serve a sopa Pho – um dos pratos típicos do Vietnã. Além do atendimento rápido, é um dos poucos restaurantes que fica aberto 24hs.

5. Cha ca la vong: 14 Cha ca Street
Simples, mas delicioso, este restaurante tradicional tem uma única opção de cardápio: peixe grelhado com verduras e noodles. De dar água na boca.

6. Turtle Tower: Templo budista construído no século XVII. É um dos mais importantes símbolos da cidade e tem uma beleza especial à noite. Fica numa pequena ilha no lado Hoan Kiem.

7. Huc Bridge: A imagem dessa ponte vermelha é um dos cartões postais de Hanói. Um ponto turístico lindo.

8. Quoc Tu Giam: Van Mieu Street.
O templo da literatura, como é conhecido, foi construído para homenagear o sábio chinês Confucio. Fica lá a primeira Universidade do Vietnã.

9. National Museum of Vietnamese History: 1 Pham Ngu Lao Street
Aberto para visitantes desde 1958, esse museu é visita obrigatória. Além de muito interessante, fica em um edifício de 1932 que mistura arquitetura francesa e vietnamita.

Pelo mundo com o Chris: Nova Zelândia

Já falei aqui do Chris, meu irmão, que, além de um estilo de vida bem diferente (ver post), faz viagens inacreditáveis por aí…

Já que ele não escreve dicas para o blog, resolvi pelo menos dividir as imagens lindas!Hoje eu estava vendo as fotos das férias dele na Nova Zelândia e achei o visual sensacional!

Ele alugou um motorhome com a namorada e passearam pela nova zelândia inteira fazendo trekking, dune jumping (?!), mountain biking, kite surfing, caving, etc…

E pensar que eu nem de bike sei andar hahahaha

Essas imagens fizeram eu passar a considerar a Nova Zelândia entre os meus destinos futuros!

Dicas de Israel e Jordânia: Tel Aviv + Jerusalém + Petra + Mar Morto

Uma das coisas mais legais do blog é que ele me coloca em contato com um monte de gente bacana, com interesses comuns aos meus! 
Esses dias fiquei de papo “online” com a Fernanda, que mora em Londres e é leitora aqui do blog. Ela me comentou que tinha ido para Israel e Jordânia e eu pedi pra ela preparar um post para nós!
Então, com o vocês as dicas da Fernanda: 

Tel Aviv: é a cidade moderna de Israel. Tem muitas baladas, restaurantes, lojas,etc. 

Passeios: Marina; Old Jaffa (cidade antiga); Rothschild Avenue

Restaurantes: Na marina estao vários restaurantes e bares. 

Recomendo o Mul Yam: É considerado o melhor restaurante de Israel, com 1 estrela Michelin.  Comemos e bebemos muito bem. O atendimento também foi ótimo, com direito à explicação da sommelier sobre vinhos israelenses.

Manta Ray, localizado de frente para a praia, é ótimo para um almoço leve.

Max Brenner, chocolateria cheia de guloseimas. 

Jerusalém: é incrível! Logo no 1º dia fomos ao posto de informações ao turista e contratamos um guia particular para o dia seguinte. Foi a melhor coisa que fizemos, pois ele nos explicou tudo sobre história e religião. 

Passeios: Cidade antiga; Monte das Olivas; Yad Vashem Memorial (museu do holocausto, vale muito a pena); 

Restaurantes:

Dentro da cidade antiga, no bairro muçulmano tem o Abu Shukri. Restaurante israelense/ árabe super simples (deu até medo de entrar), mas comida ótima. Vale a pena pedir de tudo para experimentar, já que é bem barato.

Perto do Jaffa Gate tem um “mini shopping”, com muitas opções de restaurantes e cafés. Chama-se Mamilla Mall. É uma boa opção para quem não quiser comer dentro da cidade antiga.

No Mamilla Mall, está o Mamilla Hotel, hotel super cool de Jerusalém, com um bar lindo chamado Mirror Bar. Drinks e comidinhas deliciosas.

Na cobertura do hotel está para inaugurar o Mamilla Rooftop brasserie (até o final de abril estava fechada), com vista para toda Jerusalém.  

Petra: Em Petra aconselho ficar em um bom hotel (ficamos no Movenpick), porque a cidade é bem precária. Como ficamos 2 noites, jantamos no hotel os 2 dias. O melhor conselho para Petra é: levar um tênis confortável, pois anda-se muito.

Mar Morto: Fomos ao Mar Morto pelo lado da Jordânia. Dá para passar o dia e comprar um “passe” nos hotéis, podendo usar piscinas, restaurantes, etc.

Nós nos hospedamos por 2 dias no Movenpick Dead Sea, já que essa era a parte descanso da viagem. Os hotéis são enormes, no estilo resorts. Mas, o mais legal é se banhar no Mar Morto. A sensação de não afundar é muito boa.

Outras dicas: Na Jordânia e em Jerusalém é importante não sair muito “pelada”, os homens mexem muito e até tentam te pegar. Já em Tel Aviv pode-se usar o que quiser. É bem liberal.

Quando usar taxis, lembre-se de pedir para o motorista usar o taxímetro, pois eles adoram tirar vantagem.

Turquia: Cappadocia e Pamukkale

Seguindo o meu “research” sobre Turquia (não deixa de ler o post sobre Istambul e dicas gerais sobre Turquia) com a valiosa ajuda da Maísa, eu preparei um post sobre a Cappadocia e sobre Pamukkale

Vôos (repeti essa parte do post de Istambul):

- para quem vai só para Turquia compensa pegar o vôo da Turkish Airlines de São Paulo direto para Istambul (só precisa checar as datas direitinho porque não tem vôo todos os dias).

- Nos vôos internos também vale à pena ir de Turkish, não é cara e o serviço é ótimo (nenhum atraso nos vôos que eu peguei, e olha que foram vários!), mas ai vai a dica: compre direto no site da Turkish porque os vôos são o dobro do preço em outros sites (expedia, opodo, etc!).

Onde: Fui para Istambul (ver post), Pamukkale e Cappadocia, achei todas imperdíveis, talvez se tivesse que pular uma pularia Pamukkale pelo perrengue (fiz bate e volta de avião, super cansativo, mas para mim valeu pelo lugar. Não fui e gostaria de ter ido: Bodrum e Efésios.

Cappadocia

* Chegar: tem dois aeroportos na região por onde você pode chegar, um na cidade de Nevsehir (30min) e outro em Kayseri (45min). Como o de Nevsehir é mais perto, é a melhor opção! Independente do aeroporto eu aconselho pegar o transfer do hotel, é carinho e eu geralmente nunca pego, mas como os aeroportos são longe e tem pouquíssimos taxis à disposição, acho que não vale à pena correr o risco!

* Ficar: me hospedei no Museum Hotel e SUPER recomendo! O hotel é lindo, em uma caverna e super bem decorado! A piscina é o máximo, tem uma vista linda para um vale com aquele relevo impressionante da Cappadocia e para quem consegue acordar cedo pode assistir ao espetáculo lindo dos balões pelo vale do hotel mesmo.

* Comer / Beber: o restaurante do hotel foi eleito um dos melhores da cidade! Vale à pena conhecer. Fora esse, fomos a um na cidade, perto do open air museum, não me lembro o nome, mas só tinha ele! Também delicioso!

* Passeios: o passeio de balão é imperdível! É meio perrengue porque você tem que acordar as 4:30AM e a essa hora é sempre frio (não esqueça de levar algo quente!!!), mas o passeio é incrível, então tem que ir! Fora isso, fizemos também um tour privado pelas principais atrações da região que também foi bem legal, mas se não quiserem conhecer a historia da cappadocia podem pular! Eu acabei fechando os passeios direto com o hotel, são caros mas também não achei nada com preço melhor.

Pamukkale

Nem sei como fui parar lá. Vi no meu guia de viagem uma foto do lugar e coloquei na cabeça que tinha que ir de qualquer jeito! Em Pamukkale estão as famosas piscinas de cálcio, e muitos chamam o lugar de “cotton castle”.

* Chegar: ai que está o problema! Existe (ou pelo menos existia!) apenas um vôo diário para Denizli (cidade a 15km de Pamukkale) de Istambul as 7AM, e apenas um vôo na volta as 9PM, então você basicamente é obrigado a ficar lá até a noite mas, realmente não tem muito o que fazer! Mas enfim, se se apaixonar pela foto também ai vão as dicas ….

* Passeios: do aeroporto fomos direto de taxi para Pamukkale, a vantagem de chegar tão cedo é que o lugar ainda não esta lotado de turistas! Além das piscinas de cálcio tem varias ruínas e um teatro romano super conservado que também vale a visita. Para passar o tempo e comer tem um lugar com restaurante/bar onde fica a piscina sagrada, que de verdade não é nada demais!

Resumo em posts do período sabático da Carol B.

Preparei um guia pelos posts que a minha querida amiga Carol B. fez durante o seu período sabático (entre maio e dezembro 2009), é só clicar nos links… que belo role pelo mundo, hein?

Mochilando pela Asia, por Carol B.

Mochilando pela Asia, por Carol B. – o início

Mochilando pela Asia, por Carol B. – Cingapura

Mochilando pela Asia, por Carol B. – Tailandia

Mochilando pela Asia, por Carol B. – BALI (I)

Mochilando pela Asia, por Carol B. – BALI (II)

Mochilada da Carol B. – Bali (III)

Mochilada da Carol B – Indonésia (parte final)

Mochilada da Carol B – Hong Kong

Carol B e a dica dos guias de viagem da Wallpaper*

Mochilada da Carol B: Budapeste e Praga

Mochilada da Carol B. – Estocolmo

Mochilada da Carol B – Helsinki (Finlândia)

Mochilada da Carol B: Dicas de Tallin, na Estônia!

Mochilada da Carol B. – Noruega

Mochilada da Carol B – Copenhagen (Dinamarca)

Mochilada da Carol B: Berlim

Mochilada da Carol B: Show do U2 em Berlim

Mochilada da Carol B. – Munique/Munich

Mochilada da Carol B: Milão

Mochilada da Carol B. – Nice (Cote D’Azur)

Mochilada da Carol B. – Ibiza

Mochilada da Carol B. – Barcelona

Mochilada da Carol B. – Grecia

Mochilada da Carol B. pela Russia: São Petesburgo e Moscou

Mochilada da Carol B.: Indo de trem de Moscou a Pequim… ferrovia trans siberiana e trans mongoliana

Mochilada da Carol B: Pequim

Mochilada da Carol B.: Manual de sobrevivência na China

Mochilada da Carol B na China: Xi’Án

Mochilada da Carol B. na China: Shangai (Xangai)

Mochilada da Carol B na China: Provincia de Yunnan

Mochilada da Carol B. pela China: Yangshuo

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático I

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático II

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático III

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático IV

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático IV

Sudeste Asiático – Parte 4: Tailândia

Meu último destino nessa viagem foi a Tailândia e depois de ficar mais de dois meses entre o interior da China, Vietnã, Laos e Camboja… minha impressão de Bangkok foi muito melhor nasegunda visita! Realmente, a Tailandia é o país mais desenvolvido e fácil de viajar na região e com mil coisas diferentes para fazer. Por falta de tempo, concentrei minha viagem nas ilhas, mas o norte da Tailandia também foi super recomendado. Principalmente a região de Chang Mai e Pai.

Bangkok: Recém regada a Ásia, odiei Bangkok (ver meu post Mochilando pela Asia, por Carol B. – Tailandia), onde fiquei só um dia. Continuo achando a cidade um caos, um trânsito infernal e sem muito charme. Mas existem coisas incríveis que descobri na minha segunda visita:

1. O palácio real é lindo, e rico. E só ele vale a passada por Bangkok 

2. O Buda deitado de Wat Pho tem que ser visto

3. Para a mulherada: Fazer um “extreme makeover” com massagem, cabelo, tratamento de pele…tudo…custa um terço (no máximo) do preço de São Paulo

4. Bangkok é ótimo para comprar bugigangas: ir a Chinatown, Khao San Rd e MBK, além das inúmeras feiras da cidade, é parada obrigatória para quem quer souvenires, eletrônicos, objetos de decoração…

De novo, fiquei na Khao San Rd, ótima para quem está viajando sozinho e quer conhecer várias pessoas. O Roof Top Bar tem uma banda muito legal que toca todo dia e fica super animado. Quem quer hotéis mais bacanas, tem que ficar longe do centro antigo, perto da cidade nova, onde está o centro financeiro, os restaurantes e hotéis mais bacanas.

Ko Pha Ngan: não aguentei e fui mais um vez na Full Moon Party. Continuo adorando a ilha! Não tenho muito a acrescentar desde o ultimo post…só que chegar uns 2 dias antes da festa é altamente recomendado… as festas na praia antes da Full Monn acabam sendo até mais bacanas que a própria. E se você gosta de uma dormidinha a tarde, fija do Drop In Resort… que tem festas vespertinas na piscina que atrapalharam meu sono!!!

Ko Tao: É a pehincha do mergulho no mundo, logo, parada obrigatória para quem quer fazer cursos. Eu amei a ilha e acabei ficando por lá uns 10 dias. Fiz o curso de mergulho básico e avançado na Crystal Dive (www.crystaldive.com). Eles já ganharam vários prêmios da Padi e são muito sérios. O único inconveniente é que eles ficam longe do centrinho… quer dizer, a 2km do centrinho, onde ficam os bares e restaurantes. Eu resolvi esse problema caminhando… mas quem tem preguiça, pode alugar uma motoca para se locomover…ou pegar um táxi. Em Ko Tao, não deixe de provar os sanduíches do Zest e a comida tailandesa ótima do Tiks. Os bares mais agitados são o Bans e Lotus. Dos hotéis, o Seashell Resort tem quartos ótimos e baratos para qualquer bolso que não seja o tailandês.

Ko Phi Phi: Depois de feito seu curso de mergulho, venha para Phi Phi mergulhar. Essa ilha, aliás, duas ilhas, são maravilhosas e valem a fama que têm. Tem inúmeras opções de acomodação. Quem quer sossego tem que ficar a anos luz de distancia do centrinho  (Ton Sai Village) já que a música dos bares de praia vai atrapalhar seu sono até as 3 da manhã. O mais legal aqui é alugar um barco e ir conhecer as ilhas, ou passear de caiaque… e mergulhar. Mergulher com o Viking Diving e gostei bastante…além do mergulhos aos corais de Bida Nok, os mais baratos e procurados, recomendo não sair da ilha sem fazer os tres mergulhos no King Cruiser Wreck, Andaman Reef (com tubarões… o máximo) e Shark Point.

Chega aqui o final da minha viagem…me despeço…já morrendo de saudades da minha mochila!!!!! Bjs Carol

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático III

Sudeste Asiático – Parte 3: CAMBOJA

É o país mais triste, duro que visitei na Ásia. Para quem não conhece a sua história, quase um quinto da população do Camboja foi dizimada durante o período em que o Khmer Rouge, um poder “socialista”, ficou no poder (de 1975 até 1979). Esse fato é essencial para você entender a população local. Lá, há muito mais gente pedindo dinheiro para turistas, muito mais mutilados, muito mais prostituição (principalmente em Phnom Penh e Sihanoukville)… ou seja…o clima aqui é muito mais pesado que nos países vizinhos. Mas não acho que esses fatos façam a visita ao país não ser válida. Eu gostei muito de ter ido. meu roteiro de 10 dias incluiu a capital Phnom Penh, a praia em Sihanoukville e os templos da civilização de Angkor, em Siem Reap.

Siem Reap é imperdível mesmo! As dezenas de templos perto dessa cidade ficaram notórios mundialmente depois que Angelina Jolie gravou Tomb Raider (o primeiro) lá. A cidade de Siem Riep tem infra-estrutura para turismo, com vários albergues, pousadas e mega hotéis 5 estrelas. Para quem quer ficar no centrinho, o Hotel de la Paix é bem bonito…e o café de la paix, ao lado, é uma delícia. Ótima pedida para uma saladinha ocidental!

Eu passei dois dias na cidade, visitando templos, o que é suficiente. Para quem ama arqueologia, pode ficar lá uma semana. 

Para visitá-los você pode entrar em uma excursão, alugar bicicleta ou um carro/tuk tuk com motorista. Eu achei a opção do tuk tuk ótima para quem, como eu, foge de excursão que nem diabo foge da cruz. Só atenção para deixar claro para o motorista tudo o que você quer ver para ele não te enrolar. Pesquisei bastante a melhor maneira de visitar os templos, cheguei a conclusão que é mais interessante vc começar pelos mais distantes, para deixar os mais famosos por ultimo.

Minha sugestão de roteiro em Siem Reap: é fazer no primeiro dia: Khal Spean (a caminhada até o “templo” vale a visita até mais que o próprio); Banteay Srei (não é grande, mas a riqueza de detalhes é impressionante), Ta Som (bem legal, é um templo com cara de quem foi engolido pela floresta),

Segundo dia: Preah Khan (nada espetacular, mas vale ir); Preah Neak Peam (você vê em 30 minutos tudo, mas não deixe de ir!), Ta Phrom (o do Tomb Raider… o máximo), Angkor Thom (gigante, o templo de Bayon foi o meu preferido), Angkor Wat (o highlight da cidade, é gigantesco, impressionante, daquelas coisas que te deixam de boca aberta… mas evite ir em horários de pico senão os milhões de turistas vão acabar com o clima do lugar), Phrom Bakheng (muita gente vê o por do sol daqui, se você não estiver cansado, vai ver qual é, mas se estiver, pode pular o programa sem muito peso na consciência!)

Já a capital do país, Phnom Penh, é válida para quem quer entender a história local. Para isso, não deixe de visitar os killing fields Choeung Ek (a 15km da capital, qualquer motorista de tuk tuk te leva para lá) e o S21 (Tuol Sleng, o museu do genocídio). Vai ser um dia bem pesado, mas eu acho que são lugares que devem r vistos para se ter consciência do que se passou por lá.

As praias do Camboja me decepcionaram muito. Fui para Sihanoukville, que pode ser pulado. É meio sujo, sem infra… não espere encontrar um paraíso a ser descoberto…ele  foi descoberto…e não estão cuidando muito bem dele. Quer praia… vai para a Tailândia, não tem comparação.

Beijos

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático II

Sudeste Asiático parte 2 – Laos

É no Laos que vivem os habitantes mais fofos e relaxados da Indochina.

Esqueça trânsito, barulho, gritaria… nem nos mercados locais as pessoa vão ficar te empurrando suvenires…o Laos é mágico! E olha que eu não sou lá muito espiritualizada.

A viagem do Vietnã ao Laos poderia ser dramática, mas eu a encarei como uma oportunidade de conhecer a cultura local (uma vez… não quero repetir a dose!). Para quem não é muito fã de aventuras, vai o aviso: o que aconteceu foi o seguinte: Comprei uma passagem de Hoi Ann para Savannakhet, no Laos. O pacote incluía um pernoite na fronteira (Dong Ha), já que chegaríamos lá quando ela já estaria fechada e um mesmo ônibus até o destino final. Bom, eu e minha companheira de viagem canadense fomos enganadas. O hotel do pernoite foi o maior muquifo da minha vida. No dia seguinte, ao invés do bom ônibus que nos deixou, um motorista de van alucinado nos largou na fronteira do Vietnã com o Camboja. Atravessamos a fronteira a pé… e 1km depois da fronteira encontramos um ônibus público da década de 30 que levou 7 horas para rodar os 200Km até Savannakhet.

Bom, passado o mico, ficamos algumas horas em Savannakhet, que se provou não ser lá muito interessante. De lá pegamos um ônibus VIP (ótimo. ufa!), até Vientianne, a capital do Laos. Um dia aqui vale, para ver os templos e descansar.

De lá, fomos de van até Vang Vieng, uma mini cidade conhecida por ser uma das mecas dos mochileiros no Laos. Realmente, a região é bonita, tem passeios interessantes, mas o objetivo principal dos visitantes é o tubing. Eu só recomendo o programa para a turma da faculdade, já que é um spring break na Ásia. A brincadeira é a seguinte, na beira do rio, ficam vários bares com musica alta e você aluga um pneu-bóia para ir de um lugar para outro e beber alucinadamente a tarde toda. Como o trajeto tem menos de 50 metros…vc pode economizar o aluguel da bóia e fazer tudo a pé. Sinceramente essa é a parte menos interessante do Laos.

Bom, mas por que eu gostei do Laos afinal? Se até agora não teve nada de interessante? A resposta é Luang Prabang. De Vang Vieng você chega aqui por uma estrada maravilhosa… mas que pode demorar de 5 a 7 horas devido às inúmeras curvas nos 170Km que separam essas duas cidades. Para os práticos, Luang Prabang tem aeroporto internacional!

Essa é a cidade mais incrível do Sudeste Asiático, em minha opinião. É uma cidade pequena, com pousadas, restaurantes e monastérios, cercada pelos rios Mekong e Khan. O clima da cidade é de paz total… você pode visitar as dezenas de monastérios da cidade, presenciar o ritual de oferenda de comida aos monges ao amanhecer, freqüentar alguns dos spas ou restaurantes da cidade, ou fazer passeios a cachoeiras ou trekkings nas redondezas. Aqui também você pode andar no lombo de um elefante, que eu adorei!

O clima da cidade é tão gostoso que poderia ter ficado lá uma semana…infelizmente fiquei só quatro dias. Sendo sincera, para um viajante normal, três dias é mais do que suficiente. A cidade mesmo, você conhece em um dia…é bem pequena e dá para fazer tudo a pé.

Entre os lugares para comer e beber, não perca:

- A padaria Joma (Chao Fa Ngum Rd)

- O bar Hive (Phousi Rd, Ban Aphai), um dos mais badalados. se bem que vale lembrar que tudo em Luang Prabang fecha às 11 horas. Após isso, só um boliche local que abriga vários mochileiros baladas…minha sugestão é vc terminar sua noite no Hive mesmo.

- Tum Tum Bamboo (Sisavangvong Rd)

- Utopia. Esse misto de restaurante e bar tem uma das melhores vistas da cidade. Para chegar, vá até o Hive e siga as placas até o Utopia. Não deixe de ir!!!!

Entre os monastérios, não deixe de ver o Xieng Thong e Phu Si. Esse último vale pela vista incrível dos dois rios. Também vale visitar o palácio real e passear pelas avenidas a beira dos rios Mekong e Khan.

Entre os passeios, fiz o passeio de elefante combinado com trekking pela Tiger Trail (www.laos-adventures.com). Existem várias empresas que fazem programas similares, mas optei por essa que estava entre as ecologicamente corretas e não explorava os bichinhos…

De Luang Prabang, meio traumatizada com os ônibus locais (não entre em um ônibus no Laos que não seja VIP, ou Super VIP… não é frescura… é bom senso!!!)… peguei um avião até o Camboja. Depois mando as dicas.

Beijos

Mochilada da Carol B: Sudeste Asiático I

Quem acompanhou o blog ao longo do ano passado lembra que nós tivemos várias dicas de viagem da minha grande amiga Carol B. que tirou um período sabático entre maio e dezembro de 2009. Ela nos mandou dicas de vários países asiáticos, da europa, países nórdicos… Agora ela já está de volta e está me mandando os ultimos posts que faltaram. Todos esses posts estão na Categoria Mochilada da Carol B.

Sudeste Asiático – parte 1)

Essa parte do meu sabático foi, com certeza, a mais mochileira, e mais divertida da viagem! Curti tanto que nem parei por lá para escrever as dicas! Já de volta a São Paulo e com saudades da viagem… tomei coragem para escrever sobre o final da minha aventura…

VIETNÃ: Eu adorei o Vietnã, país que onde eu passei 15 dias, após minha longa estadia em terras chinesas. Só não fiquei mais tempo por lá devido a um tufão que surgiu no meio da caminho e eu resolvi desencanar de conhecer Nha Trang, Dalat, Saigon e o delta do Mekong para curtir o sol no Laos. Assim, as dicas aqui são do norte do país até a região central. Tem muita coisa legal para ver para todo o tipo de turista… tem praia, montanha, passeios culturais…vale a pena!

Hanoi: a cidade está longe de ser bonita…é um caos, mas ainda assim eu acho que vale dar uma passada para ver como é e começar a entrar no clima da Indochina. Fora isso, Hanoi é o ponto de partida para conhecer Halong Bay e Sapa, minhas cidades favoritas

Em Hanoi, vale conhecer o old quarter, região dos hotéis mais baratos (alguns são pequenos com quartos ótimos..e tem taxas muito mais baratas no balcão do que na internet), do mercado noturno, de alguns restaurantes ocidentais muito bons e dos bares típicos de Hanoi, onde vc senta na calçada, em uns mini bancos, e toma cerveja observando o caótico movimento (atravessar a rua em Hanoi é estressante e engraçado). O Hoan Kiem Lake também é bonitinho…só fuja dos shows de water puppets, na minha opinião, um mico sem tamanho!

Para quem quer saber um pouco da cultura e história das tribos locais, o museu de etmologia é bem interessante, embora tenha muita informação “jogada”. Eu fui como preparação para minha viagem a Sapa, região montanhosa com algumas minorias etnicas.

A região do Mausoleu de Ho Chi Minh, o antigo líder comunista, é bem bonita. Vale conhecer, mas sinceramente dispensei a entrada no mausoléu.

Em Hanoi, como em todo Vietnã, ou melhor, todo Sudeste Asiático, pechinche para tudo: compras, taxi, hotel, passeios… muita gente não gosta do Vietnã porque acha que a população local quer tirar vantagem em tudo! É verdade… mas uma vez que você aceita esse fato e tenta negociar…seu humor na viagem vai melhorar!

Halong Bay: Uma baia cercada de formações rochosas super diferentes para nós, habitantes do Brasil, faz de Halong Bay um dos lugares mais lindos que visitei nesses quase oito meses de viagem. Para conhecê-lo, a melhor opção são os cruzeiros comprados nas agências de Hanoi. Existem milhares de opções, e a que vc escolher vai depender do tipo de barco que vc quer ficar. Existem pacotes a partir de USD30 para uma noite…Eu fiz, e amei, o passeio com o Hanoi Backpackers (www.hanoibackpackershostel.com) que custou USD 140 (3 dias, 2 noites). Esse albergue é o principal ponto de encontro dos viajantes pelo Sudeste Asiático. Se você não quiser fazer um cruzeiro romântico e tiver menos de 35 anos…essa é a opção. O barco é ótimo, você passeia de caiaque pela baia, visita cavernas e ainda tem opção de passar um dia (ou mais) na mini ilha privada o albergue, que é linda (só atenção que as acomodações na ilha, ao contrário das do barco, são bem simples).

Sapa: A cidade fica nas montanhas, cercada por arrozais e vilarejos de minorias vietnamitas. Para chegar aqui você vai precisar pegar um trem de Hanoi para Lao Cai (ticket pode ser comprado na estação – mais barato – ou nas milhares de agências espalhadas por Hanoi). De Lao Cai pegue  um ônibus, mini van ou motorista para Sapa. A viagem de Lao Cai até Sapa dura uma hora e meia e nem se preocupe com transfer chegando em Lao Cai, a oferta é enorme.

Sapa é ponto de partida para várias caminhadas interessantes, passando por cachoeiras e vilarejos. Para quem não gosta de andar, é possível alugar uma scooter. É bem fácil chegar nos principais pontos turisticos. Visitei a Silver Waterfall (não muito interessante) e o Ban Ho Village (vale muuuito pela cachoeira e pelo contato com os locais). Não fui até o Cat Cat village, mas ele foi muito bem recomendado.

Sapa é uma cidade mini, não muito charmosa, abarrotada de mulheres das tribos locais loucas para te vender artesanatos…não dê muita atenção senão vc não vai conseguir caminhar em paz pelo centro. Por outro lado, ignorá-las totalmente faz sua estadia em Sapa perder um pouco o sentido. Eu não dava muita bola para as mulheres do centro, mas dava toda atenção para as moradoras do vilarejo…afinal, estava “invadindo” a casa delas.

A vida noturna aqui é nula, mas você vai estar bem cansado de todas as atividades diurnas para se importar. Minha dica é usar e abusar das massagistas locais que fazem uma massagem no pé ótima e jantar em um dos restaurante gostosinhos (eu amei o italiano – o unico – no final da rua principal, chamado Delta Italian Restaurant).

Hue: Descendo de Hanoi para o sul do Vietnã cheguei a Hue. Aqui, o jeito mais fácil é pegar o trem noturno. Você também pode pegar um avião até Danang mais cinco horas de estrada até Hue…não vale a pena! Essa cidade é tombada pela Unesco, mas não fiquei encantada com o lugar.

Aqui você vai encontrar uma Citadel em má estado de conservação, algumas pagodas e pontes. É bem verdade que a chuva torrencial durante os três dias que fiquei por lá atrapalhou muito. Talvez um diazinho de sol mudasse minha impressão do lugar.

O que mais gostei, na verdade, está n caminho entre Hanoi e Hue, o tour pela DMZ, a rota de conflito da guerra do Vietnã. De Hue, você consegue fazer tours de um dia. Eu achei bem interessante…até porque é a oportunidade de ver a história contada pelos vietnamitas. Minha parte preferida foram os túneis de Vinh Moch.

Hoi Ann: Essa cidade é O ACHADO da pechincha. Bem perto de Da Nang (quem tiver pressa, pode pular Hue e voar de Hanoi para Da Nang, pegar um transfer de 1 hora e chegar em Hoi Ann).

Essa é uma cidade de praia super charmosa, com forte influência francesa que é conhecida pelos zilhões de costureiras que fazem qualquer peça de roupa, ou sapato, na sua medida em menos de 24 horas.

Fiquei chocada com a quantidade de europeus, não mochileiros, turistas normais, fazendo compras na cidade. Eu sou bem chata para comprar roupa e achei que não iria ver a menor graça na atração…mas tenho que admitir AMEI a brincadeira.

As lojas fazem tudo o que você quiser, vc pode escolher uma peça em exposição, mostrar uma roupa de catálogo ou revista de moda para copiar (sai bom, mas não perfeito… principalmente se vc mostrar a capa da Vogue… tem que ter um pouco de bom senso!), fazer a atendente desenhar o seu modelito dos sonhos (elas não são estilistas, mas uma coisa simples como um top, ou uma saída de praia, fica muito boa), ou trazer uma peça de roupa para ser copiada (melhor opção, sai perfeito). Daí escolhe qualquer tecido (se não gostar de nenhum, chore um pouco que elas te levam em outras lojas para mostrar outras opções). Eu levei uma camisa minha de grife super bacana pedi para me fazerem uma igual, mas longa, estilo chemise. Admito que me entregaram uma peça muito mais bem feita que a original, por USD10 (incluindo o tecido). Tb sai com um top de cetim por USD10, um vestido de festa por USD50… e por aí vai!

O ideal é você encomendar peças em duas ou tres lojas para não colocar todas as expectativas em um só estabelecimento. lá Eu saí de lá com 5 novas peças, e só não foram mais porque não conseguiria carregar…

A loja que eu mais gostei foi a  My Trang Fashion (503, Cua Dai St) ela é menor e está fora do centrinho…achei as roupas mais caprichadas.

Próximo destino é o Laos…mando para você amanhã!

Mochilada da Carol B. pela China: Yangshuo

YangshuoUltima parte da odisséia chinesa da Carol: Yangshuo

Deixei Yangshuo por último, a vila considerada um dos pontos altos da visita a china. Yangshuo fica a beira do Rio Li e é rodeada por montanhas de calcário. A paisagem é realmente linda, mas eu esperava mais.

Chega-se a Yangshuo por Guilin. Não vale ficar em Guilin, vá direto de lá (que tem aeroporto) para Yangshuo. O ideal é pegar um barco e fazer o cruzeiro de 4 horas pelo Rio Li. Eu resolvi ir de “bamboo raftinng”, um barco motorizado de bambo que comporta seis pessoas. Achei mais legal que ir nos barcões lotados de turistas chineses. Meus companheiros de viagem foi uma familia de chineses fofa que acabou me “adotando” pelo passeio, tiraram fotos, me convidaram para almoçar, me deixaram em Yangshuo…tudo isso sem falar uma palavra de inglês.

Yangshuo tem muitos hotéis bons. Encontrei uma amiga minha que, por coincidência, estava na cidade, que ficou no Yangshuo Montain Retreat.

O Lugar é lindo e a comida, ótima!

Entre os passeios, o ideal é alugar uma bicicleta e explorar os vilarejos locais, o centro de Yangshuo é bem sem graça…cheio de restaurantes para nós, ocidentais, e baladas impagáveis para os chineses (entre em uma só para ver qual é).

Fui até o Moon hill que é bonito e também a Moon Water Cave…a caverna, famosa por seu banho de lama, é sem gracérrima, na minha opinião! Eu nem me aventurei a entrar na lama….to fora!

De Yangshuo, peguei um ônibus até Nanning, o ponto mais próximos da região para agilizar o visto da o Vietnã (dá para fazer isso em Yangshuo, mas demora mais e custa mais caro!).

Amanhã estarei no Vietnã…e mando noticias!

Mochilada da Carol B na China: Provincia de Yunnan

yunnan_lijiang_teichNossa querida mochileira manda dicas do lugar que ela mais curtiu na China: Provincia de Yunnan

Disparado o lugar que eu mais gostei na China! Apesar de ter lugares super turísticos, como Lijiang, achei aqui as coisas mais charmosas, desde as construções, até as compras…não agüentei e comprei duas pashminas incríveis por R$25…as duas!

Em Yunnan, os principais pontos turísticos são Dali (que eu acabei não indo por falta de tempo) e Lijiang. Dá para ir para Lijiang de avião, o que é bem prático, já que a cidade é bem fora de mão dos outros pontos turísticos! Procure reservar com seu hotel o transporte do aeroporto até a cidade para não micar no aeroporto.

Lijiang está em uma região montanhosa, tem vilas super gostosas de ficar e uns passeios bem interessantes. Tente ficar nas pousadas dentro da cidade antiga, apesar de mais simples, são MUITO mais charmosas que os hotéis, localizados na cidade nova. Existem mil restaurantes legais…o ideal é se perder dentro da vila antiga e descobrir o seu restô preferido. Para tomar uma cervejinha com uma vista incrível à noite, vá no Stone Crows, esse pub é muito simples, não tem nada demais, mas a vista da cidade é imperdível.

Em Lijiang, tb vale subir o Lion Hill e entrar no Black Dragon Pool Park, super bonito, e subir o Elephant Hill, se tiver pique. Também vale alugar uma bicicleta e ir até o vilarejo de Baisha para sentir a cultura dos Naxi, a etnia local.

 Depois que você já descansou bastante em Lijiang, e quiser um pouco mais de ação, vale fazer o trekking de dois dias no Tiger Leaping Gorge. A maioria dos hotéis e pousadas deixa você largar as malas em Lijiang para fazer a caminhada. Se você quiser a companhia de outros viajantes, vá ao Mama Naxi Guesthouse e saia com a van de lá. Custa RMB 20 e eles te deixam em Qiaotou, no Jane’s Guesthouse (que tb aceita malas de viajantes, mesmo que eles não se hospedem lá). De lá, são seis horas de caminhada (contando as parada para fotos) com algumas subidas puxadas até o Halfway guesthouse, uma agradável surpresa no meio do caminho…melhor opção para vc passar a noite. Não precisa pegar guia para fazer isso, a trilha é bem sinalizada…você só precisa pegar o mapa em Lijiang para saber a ordem das pousadas no caminho e ir seguindo as indicações.

Do Halfway guest house, são cerca de três horas até o Sean’s Guesthouse, o final da trilha de dois dias. De lá, vc pode descer até o Middle Gorge, almoçar e voltar para o ponto de partida, seja o Jane’s Guesthouse, para pegar um ônibus até Shangri-la, ou contratar uma van no próprio Sean’s para te levar de volta a Lijiang.

Depois dessa mini aventura, eu ainda não fiquei satisfeita e resolvi fazer um trekking maior. Segui até Shangri-la, quase no Tibet, que também tem inúmeras opções de trekking e passeios de bike. Chegando na cidade, vc já se sente em outro país. O lugar é super rustico, mas muito astral! O templo na cidade antiga, com a roda de oração gigante, é muito legal! Em Shangri la você pode contratar tours que te levam para o Tibet. Infelizmente esse eu não fiz…

Passei um dia em Shangri-la e cedinho peguei o ônibus de 6 horas até Deqin, a cidade fronteira com o Tibet. Vá na janela do ônibus que a paisagem é linda! A cidade de Deqin é horrorosa, não passe a noite lá!

Pegue uma van (tem uma oferta enorme em frente a estação de ônibus) e, em 30 minutos, você estará em Felai Si, uma vila com pouca infra mas uma vista incrível das montanhas, incluindo o Kawa Karpo, de 6.700 metros de altura. Passe a noite em Felai Si, fotografe as montanhas aos nascer do sol, e pegue uma van que vai te levar até Xidang, onde começa uma outra trilha, na minha opinião, inesquecível, até o vilarejo de Yubeng. A trilha de 5 horas até Yubeng não é nada fácil, você sobre de 2.200 metros até um pico de 3.700 metros, são mais de três horas de subida, para depois descer até a vila. Existe a opção de você fazer a trilha de mula…mas eu acho menos charmoso!

Em Yubeng as pousadas são super simples, mas pelo menos, tem chuveiro (um luxo por aqueles lados, pode acreditar)! Em Yubeng, você pode fazer trilhas de um dia até a cachoeira sagrada (linda, linda, linda!) e cruzar com os tibetanos que vão lá fazer oferendas e se banhar. É muito diferente,  realmente vale a pena. Mas tenha em mente que são 5 horas de trilha (ida e volta) com MUITA subida na ida. Além dessa trilha, tem uma até um lago sagrado, super puxada, que eu não consegui fazer porque as chuvas recentes bloquearam o caminho. Para sair de Yubeng não tem jeito,  vc tem que andar ou pegar uma mula até Xidang e, de lá, pegar uma van até Deqin ou Shangri la. Fui direto para Shangri la, que tem aeroporto e é uma boa opção para sair da região.

Importante: em nenhuma das caminhadas que eu fiz, foi necessário levar comida, agua, ou barraca. Tem várias barraquinhas no meio do caminho e todas as paradas tem pousadas para ficar….”menos mal”..meu espirito aventureiro tem limite!

Mochilada da Carol B. na China: Shangai (Xangai)

china-shangai01A Carol manda suas impressões de Shanghai:

Se você pretende ir para Shanghai nos próximos meses, saiba que a cidade inteira está em obras…um caos. Inclusive o Bund, a região que beira o rio e tem a famosa vista para o Pudong, está fechado! O governo está “refazendo” para a Expo 2010.

Eu acho que, mesmo se tivesse tudo pronto, Shanghai não tem muita graça. Apesar de ter o prédio mais alto do mundo (pelo menos por enquanto, estão construindo um muito maior em Dubai….) o skyline de Hong Kong é muito mais impressionante. Eu acho que tem outras opções para conhecer na China e, apesar de eu não ser fã, Hong Kong é muito mais metrópole que Shanghai…entre as duas, eu fico com HK!

A cidade também não tem muitas atrações, é bem poluída e, nem precisaria dizer, lotada. Das pessoas com quem conversei durante minha estadia na China, só gostou de Shanghai quem conhecia algum expatriado morando por lá e que as ajudou com as dicas da balada. Isso eu não fiz… mas parece que a balada em Shanghai, para quem conhece os lugares certos, é ótema!

Bom, para quem quiser ir:

Eu me hospedei no Astor House Hotel , ótima localização, preço excelente, além de ter sido o primeiro hotel de Shanghai…. na frente dele tem um restaurante japonês muito bom (não lembro o nome, mas é bem em frente ao hotel, dentro do hotel Broadway Mansions).

Vale a pena subir no World Financial Center, o prédio de 101 andares no Pudong. A vista é bem bonita. Para comer, o Xintiandi (Taicang & Madang Rds) tem muitas boas opções. A Houhai Rd, na French Concession, é bem mais gostosa de andar que os shoppings da cidade, ou (na minha opinião) na tenebrosa East Nanjing Rd.

Uma observação importantíssima: mesmo em Shanghai, não adianta ter o endereço que vc quiser em letras ocidentais…peça para o concierge do hotel escrever em Mandarimonde vc quer ir, ou tenha um mapa com as ruas em Mandarim…caso contrário, vc não vai chegar onde quer ir….

Cidades perto de Shanghai: existem algumas coisas interessantes ao redor de Shaghai, como as cidades de Suzhou, Nanjing e Hangzhou. Eu só fui na ultima…onde fiquei dois dias. Para ir para lá, é só pegar o trem expresso de Shanghai e vc chega em 1hora e 40 minutos. A atração principal da cidade é o West Lake, um lago muito bonito. É uma boa opção de descanso…dá para andar de bike, fazer trekking leve nas montanhas que beiram o lago e passear pela cidade, que é enorme. Só cuidado para não ir na alta temporada, onde o lago parece mais o Parque do Ibirapuera aos domingo!!!

Mochilada da Carol B na China: Xi’Án

A3004FNossa mochileira favorita está explorando a China em seus mínimos detalhes… aqui vão as dicas de Xi´Án

Mesmo que você queira apenas ver os guerreiros terracota, reserve pelo menos duas noites na cidade…o aeroporto é longe, a cidade tem transito e os guerreiros ficam bem longe do centro. Para se hospedar, procure um hotel que fique na cidade antiga, dentro da muralha da cidade…assim você consegue ver algumas coisas a pé, sem enfrentar o transito infernal. Eu fiquei no apart hotel Citadines…excelente custo beneficio e ótima localização.

Além dos guerreiros terracota, que são impressionantes, imperdíveis, sensacionais e você precisa ver uma vez na vida… vale ver em Xi Án:

1.a muralha da cidade: a parte oeste é a mais conservada,

2.o Muslim Quarter: de preferencia a noite para ver a feira local que, apesar de turistica, foi uma das mais tipicas que eu vi na China.

Aventure-se nos restaurantes locais e faça massagem nas bibocas do bairro…muuuito mais baratas que os spas para turistas e muito boas!

A mesquita local também é bem bonita.

3. o Banpu Village: no caminho dos guerreiros terracota, para quem gosta de arqueologia…escavações de 6,000 anos atrás 4.Tumba do Imperador Qin Xi Huang…afinal, os guerreiros foram feitos para guardar esse mausoleo. Suba as escadas que a vista é linda!

Mochilada da Carol B.: Manual de sobrevivência na China

4031181443_f19487c1f3minha querida amiga “globe-trotter” Carol B. manda notícias da sua segunda estada na China. Como ela já virou uma expert em China, ela preparou um manual de sobrevivência ótimo!

Que a China é enorme e super populosa não é novidade… mas mesmo sendo nascida e criada em uma cidade enorme como São Paulo, eu estranhava. É tanta gente, tanto transito, tanto perrengue… que, às vezes, me perguntava o que estava fazendo lá! Se isso acontecer com você: tenha calma, respire fundo e siga em frente… a China é super interessante!!

Tem muita coisa bacana para ver por lá!

em geral, minhas principais dicas de sobrevivência são:

1. Evite a primeira semana de outubro: De 1. a 8 de outubro os chineses saem de férias devido a golden week (o feriadão nacional que celebra o aniversário do partido comunista). Os principais pontos turísticos ficam (mais) super lotados e tudo fica mais caro! Um mico enorme para nós, ocidentais.

2. Venha com tempo…. ou limite o número de cidades a visitar: como a China é muito grande, você demora muito tempo para ir de um lugar para outro… os aeroportos são ótimos, mas, em média, 30Km afastados do centro das cidades, o que, somado ao transito, faz vc perder de uma a duas horas indo para o aeroporto. Como ônibus e trem funcionam super bem por aqui, em alguns casos vale trocar o avião por outro meio de transporte mais popular…pode sair mais barato e, acredite, ser mais rápido! eu demorei 2 horas para ir do aeroporto de Xian até o centro dado o transito na cidade.

3. Ter mandarim básico ajuda muito! Aprender algumas palavras de comando básicas podem melhorar muito a qualidade da sua viagem. Vou escrever as palavras como eu falava (e quase sempre me entendiam…). As que me ajudaram foram:

Não quero: Wo Bui au; Oi: Ni Hau; Obrigada: Xie Xie; Vire à esquerda: Zuo zhuan; Vire à direita: Yòu zhuan;

Os números para negociar o preço das coisas.

1: i; 2: are; 3: sun; 4: sue (sc); 5: uoo; 6: lio; 7: tchi; 8: pa; 9: dio; 10: xã; de 20 a 99 é só juntar os números…por exemplo 20 é are xã.

Moeda local (RMB): cuai; Caro : Tai Gui le; Hoje: jintian; Amanha: mingtian

Não muito apimentado: buiau ta la; Arroz com vegetais: shucai chaofan (muito útil quando vc estiver morrendo de fome e só encontra lugares com menu em chines!!)

Alem disso, compre um livrinho estilo phrase book para mostrar os caracteres chineses para os locais quando ninguém te entender…eu sempre andava com meu guia Lonelly Planet debaixo do braço e ele me salvou inúmeras vezes.

4. Cuidado com excursões: Mesmo que vc contrate um motorista e guia só para você, eles são obrigados a te levar não só na Muralha da China, ou nos Guerreiros Terracota, por exemplo! Eles param em lojinhas meio mico (na minha opinião) de jade, souveniers, decoração, etc…que são “obrigatórias” aos guias cadastrados. Vc pode enfrentar o mico, e até gostar…ou tentar pagar um pouco a mais para fugir do roteiro padrão.

Se você entrar em uma excursão não privada, não tem como escapar….cuidado!

5. Meios de comunicação são limitados: por aqui não acessa, facebook, twitter, you tube…nem blogs bacanas como o tem a ver comigo. Se bater o desespero…tem um jeito de “burlar” o bloqueio em sites como https://www.securetunnel.com e www.ubint.net. Tenha paciência porque eles são lentos.

Fora isso, tem algumas coisas engraçadas e estranhas que vc percebe lá: os pratos nos restaurantes chineses nunca chegar para todos na mesma hora, os chineses realmente cospem o tempo inteiro, e q os turistas chineses são fofos e sempre dispostos a ajudar nós, ocidentais, a sair das roubadas armadas pelo pessoal do turismo na China….

Meu roteiro foi o seguinte: Beijing, Xian, Shanghai, Hangzhou, Lijiang, Shangri la, Guilin, Yangshou e Nanning. Acho que a parte que eu mais gostei foi a província de Yunnan (lijiang e shangri la, que tem oportunidades de trekking ótimas com paisagens lindas!).

bjs Carol

Mochilada da Carol B: Pequim

carol - muralha da china

durante a sua “mochilada sabática”, a Carol esteve duas vezes em Pequim (Beijing) – uma em junho e uma em outubro. Juntei as dicas dela dessas duas estadias em Pequim em um unico post!

Beijing I (junho/2009): Após Hong Kong, segui para minha ultima parada na Ásia (pelo menos por enquanto): Pequim.

Estava preparada para o caos: muito barulho, trânsito infernal, comida ruim e um problema seríssimo de comunicação!

Para quem não sabe – e eu não sabia – o mandarim não tem nada a ver com as línguas ocidentais. Os fonemas são totalmente diferentes o que faz com que seja praticamente impossível alguém te entender…mesmo que você fale palavras básicas de turista, tipo Hotel X, Credit Card (!!!), Táxi…

Bom, tirando a dificuldade da língua, (que realmente existe – já volto nesse ponto…) fiquei muito bem impressionada com Pequim. Amei a cidade e quero voltar no futuro… passei 4 dias, o que é muito pouco tempo considerando a quantidade de coisas legais para fazer na cidade!

Pequim é muito limpa (embora muito chineses sim, catarrem e cuspam na rua sem o menor pudor…), organizada, o metro é bom, os táxis são baratos, os restaurantes são ótimos, a cidade é segura e a Muralha da China está pertinho! Precisa de mais alguma coisa para colocar essa cidade na lista de próximos destinos de ferias?

Bom, depois dessa declaração de amor (juro, não esperava gostar tanto de Pequim), vamos aos aspectos práticos.

Onde ficar?

- Perto da Cidade Proibida há uma infinidade de hotéis para todos os gostos e bolsos (o Peninsula é maravilhoso e parece que o restaurante é ótimo). O metro é perto, dá para fazer muita coisa a pé…eu fiquei aqui e não me arrependo.

- Outra opção é ficar perto de Houhai, uma região que tem vários parques e restaurantes. Sugiro essa opção para quem gosta de ter uma boa pista de corrida perto (eu morri de vontade de correr as margens dos lagos… mas tive que me “contentar” com as proximidades da cidade proibida… o que sou obrigada a admitir que estava longe de ser um sacrifício!

Restaurantes que eu recomendo:

- Alameda: o dono é brasileiro e esse restaurantes foi eleito um dos melhores de Pequim por algum guia estilo “Time Out” (não auditei esse informação, mas não duvido… a comida é ótima!). Fica em Sanlitun Beijie (6417-8084; 2ª/sáb 12h/15h e 18h/00h, dom 12h/22h)

- Sambal: comida típica da Malasia. Você não dá nada para esse restaurante por fora. Ele fica numa casa em um hutong (que são as ruelas locais, que originalmente eram os cortiços…), a decoração segue esse estilo mas o lugar é charmoso e a comida, ótima! Prove o mojito… muito bom. Endereço: 43 Doufuchi Hutong, Jiugulou Dajie, Gulou

Programas que você tem que fazer:

- A cidade proibida, é obvio né?

Bom, vale também: o Summer Palace (os jardins são lindos… vá em um dia de sol), caminhar pelo bairro das embaixadas e visitar o 798 Art District (não deixe de ir!). O local era um bairro industrial que agora abriga algumas galerias de arte chinesa: ótimo para ver um pouco o que andam aprontando os novos artistas chineses, fazer umas comprinhas estilo feira hippie e tomar um café em um lugar que tem um astral ótimo. (nota: não que eu ache que a arte moderna chinesa seja incrível… mas o astral do lugar vale a visita!)

Um programa bobo, mas que eu amei, foi visitar o zoo de Pequim e ver os pandas. Muito fofos!!!

O melhor da visita: A muralha da china. É incrível, impressionante, super bacana. Perto de Pequim existem vários pontos de visita a muralha. Os mais comuns são lotados de turistas e vendedores ambulantes (nada contra: mas eu queria exclusividade na minha foto com a muralha…). Bom, o ponto que escolhemos foi o de Simatai: Fica a umas duas horas de carro de Pequim. Nós contratamos um motorista com o concierge do Novotel e ele nos levou até Simatai e ficou nos esperando para voltar! Jinsanlyn é uma caminhada de uns 10km, com muita subida e descida… mesmo que você não seja da turma dos esportes, vale o sacrifício! Você também pode vir de ônibus para cá, de excursão… eu recomendo um carro com motorista… mas pesquise em alguns hotéis. No nosso caso, o Taiwan Hotel queria nos cobrar o aluguel da van com motorista 20% a mais que o Hilton pedia para irmos de Audi A6!

Comunicação: Essa parte é meio chata, mas não é o fim do mundo. Ande sempre com um mapa da cidade que tenha o endereço das ruas em letras ocidentais (para você entender) e chinesas. Não adianta mostrar o nome de uma rua “traduzido” que os taxistas não vão te entender. Você também pode pedir para o concierge do hotel de escrever frases simples para você mostrar para as pessoas dos setores de serviço. Você se sente estúpido… mas não deixe de visitar a cidade apenas por esse contratempo!

Beijing II (outubro/2009): Passei mais uma vez por Beijing por ser a parada final da transmongoliana. Já conhecia a cidade, mas passei mais uns dias lá para meus pais conhecerem a cidade. Enfim, as dicas adicionais da cidade são:

1. O Hotel Kapok é um ótima opção entre os muitos hotéis bacanas da cidade. Fica ao lado da cidade proibida.

2. Restaurantes: o Alameda (já dei essa dica em um post passado) em Santilun é incrível! Para  comer bem e barato, o Grandma’s Kitchen, em Dongcheng (47-2 Nanchizi Dajie), tem pratos enormes e bem ocidentais…ótima pedida para quem estiver enjoado da comido chinesa.

3. Fui visitar o Lama Temple…é lindo!

4. Existem dois Summer Palaces em Beijing, o Old Summer Palace, que foi destruído e é só um jardim grande e bonito, e o Summer Palace, que faz parte da lista da Unesco de patrimônios da humanidade…tenha certeza que está no certo antes de sair do taxi!

5. Fui vistar a muralha na china no trecho de Badaling. Esse trecho é bonito também…mas bem mais “disney”. Eu acho que vale a pena tirar o dia para conhecer o trecho de Simatai…mais vazio e bonito!

6. Pegue um guia se for até as tumbas Ming…vale a pena para entender o contexto histórico.

Mochilada da Carol B.: Indo de trem de Moscou a Pequim… ferrovia trans siberiana e trans mongoliana

trans siberiana e trans mongolianagente, esse blog está chegando a lugares inacreditáveis… temos dicas até da ferrovia trans-mongoliana e trans-siberiana, que liga a Russia à China… e isso graças à minha querida amiga Carol B. que anda dando um belo rolê pelo mundo num ano sabático!

A Trans Siberiana e Trans Mongoliana

Eu adoro viagens diferentes, então decidi aproveitar meu tempo “sabático” para fazer o caminho de trem entre Moscow e Beijing, a Trans-mongoliana. São mais de 7.600 Km de trem, o que dá sete dias de viagem. Essa parte da viagem fiz com meu pai…consegui convencê-lo a encarar a aventura….

Terminada a experiência, achei muito válido. Mas quem quiser fazer tem que saber que é uma viagem de aventura…impossível ter conforto 100% do tempo! E para nós, moradores de um país tropical, a melhor época é o verão. Fiz a viagem em setembro (final do verão) e já passei frio!

Não espere gentilezas na Rússia! Na minha opinião, o povo não é nada simpático e a indústria do turismo ainda está se desenvolvendo. Nos deparamos com algumas situações meio surreais…tipo:

Chegar no hotel e ter early check in às 7 da manha, como um super diferencial! Mas…no  dia seguinte, nos pediram para fazer o check out às 7 da manha seguinte porque a diária é para 24 horas apenas…

Cobrar taxa para deixar a bagagem no hotel. Nem nas minhas estadias em albergues vi isso…

Tomar um café expresso por 80 rublos em um dia, e ser cobrado 110 na manha seguinte no mesmo hotel!

Cara feia do staff…isso é mais regra que exceção…dá a impressão que sua presença lá está atrapalhando a vida deles…

A Mongólia é diferente…o povo é super simpático e faz tudo para agradar! Eles são muito, muito pobres…mas me senti muito mais confortável aqui do que na Rússia!

Em nenhum dos dois países, no entanto, sua vida será fácil se você falar apenas inglês…então, por mais chato que seja andar com um guia a tira-colo, eles são importantes nas paradas, como Baikal e Mongólia, para evitar algumas dores de cabeça.

Não morri de amores pelo serviço da agência russa, então não vou dar a indicação. Na Mongólia, gostei bastante do serviço da Shuren Co (tel.

976-310869). A viagem inteira eu comprei com a Monkey Business, uma agência de Beijing especializada na transiberiana. Ela não vende turismo de luxo, trabalha com um segmento intermediário entre os mochileiros e a primeira classe.

Sai bem mais caro comprar o pacote pela agência, mas é muito difícil fazer todos os preparativos sozinho: o visto para Rússia é chato e não dá para comprar as passagens de trem pela internet, então acho que aqui não tem jeito….é melhor ter ajuda de uma agência (e olha que foi a primeira vez que eu fechei um pacotão com agência!).

Meu roteiro foi o seguinte:

1.Moscow a Irkutsk – 5.185Km, ou 76 horas no trem. Esse trecho é muito cansativo mas passar três dias no trem não foi tão angustiante como eu imaginava…você se acostuma com a viagem. Se você pegar os melhores trens (#2 ou #10), você pode tanto ir de primeira classe (duas camas) ou segunda (4 camas). Fui de primeira (meu pai falou que não iria dividir cabine com ninguém…) e valeu o conforto. Apesar da cabine ter o mesmo tamanho em ambas as classes, o banheiro é mais limpo e as provodnitsas, as atendentes do vagão, são mais atenciosas e pacientes.

No meu trem tinha até um chuveiro improvisado…consegui tomar banho todos os dias e lavar o cabelo…ufa! A paisagem aqui é bem monotóna…o mais divertido é conhecer as diferentes estações de trem.

O trem pára uns 20 minutos a cada 4 ou 5 horas, mais ou menos.

2.Trem de Irkutsk para Ulaanbatar – 666Km ou 32 horas no trem. Esse trecho é muito chato! A viagem dura 32 horas, das quais 8 você vai passar parada nas fronteiras da Rússia (6 horas) e Mongólia (2 horas).

É bem angustiante. O trem diario, o #362, é ruim (parece que tem um trem mais arrumadinho, acho que é o #6, mas não sei se ele é diario….vale pesquisar…). O 362 não tem primeira classe, nem vagão restaurante e nossa cabine estava suja….mas dá para aguentar…fazer o que?! O kit de sobrevivência necessário é: sopa, miojo, chá, café instantaneo e uma caneca. Prepare a sua refeição com a água quente do samovar que tem em cada vagão. Nos tb compramos pao e aqueles queijos estilo americano que não são bons mas não estragam e são faceis de comer!! Ahhh…e não esqueca a vodka, e o papel higiênico!!! O cenário aqui começa a ficar mais interessante!

3.De Ulaanbatar para Sainshand – 472 Km, ou 10 horas. Ainda na Mongolia, resolvemos fazer mais uma parada, o deserto de Gobi. O ponto de partida é a cidade de Sainshand, que é a capital da provícia e a cidade mais perto do final do mundo que eu já visitei. É muito pobre e não tem absolutamente nada na cidade! A viagem foi feita em um trem local, o #286, e foi bem razoável. Chegando perto de Sainshand você tem a visão do deserto, que é o máximo.

4.De Sainshand para Beijing – 1.079 Km ou 22 horas de trem. Essa viagem foi a melhor de todas. O trem chinês (#24) é bem organizado e na primeira classe você tem um chuveiro para cada duas cabines. É muito prático. Você também vai micar nas fronteiras, 1 hora na Mongólia e 4 horas na China. A demora na China não é por ineficiência mas sim pela troca das rodas do trem para continuar a viagem. Fique no trem para ver o processo que é bem interessante. A paisagem aqui também é a mais legal da viagem…tanto pela natureza, quanto pelo choque de sair da Mongólia, super pobre, e ver a China investindo horrores em infra-estrutura.

Quanto as paradas que fizemos durante a viagem….elas foras as seguintes:

1.Irkutsk: porta de entrada para o Lago Baikal, é uma cidade de 600 mil habitantes…reserve, no máximo, um dia para conhecer…não tem muita coisa. Em duas horas é possível ver o mais legal…o prédio da prefeitura (Pl Kirova), a margem do rio Angara e a Av. Karl Marx.

Nenhuma dessas atracões, no entanto, são pontos imperdíveis. O motivo da parada em Irkutsk é a visita ao lago Baikal. Se precisar comer na cidade, tenho três indicações: London Pub (ul. Sukhe-Batora, 7), Don Otello Cinema Café e Bier Haus (um ao lado do outro, na Av Karl Marx, 24)

2.Lago Baikal. Eu fui ver o lago pela Ilha Olkhon, que fica a umas 7 horas (de carro) de Irkutsk. Tem uma cidade mais perto para ver o lago, Listvyanka, é mais turística e tem mais infra que Olkhon Island….mas, mesmo aqui, não espere encontrar um Hyatt!

A vista a ilha foi uma aventura. Apesar de, teoricamente, a viagem demorar de 3 a 3.5 horas de carro mais meia hora de balsa, a balsa chega de uma em uma hora e não tem essa história de marcar hora….quem chega primeiro, entra primeiro! Exceção são os  moradores da ilha, que têm prioridade. O agravante é que a capacidade do ferry é de 16 carros, ou seja, você pode micar na fila…tipo Réveillon em Ilha Bela as antigas!

Outro ponto para ficar esperto: como chegar lá. O ônibus público não é um ônibus e sim uma lotação naipe Largo 13! Felizmente, fomos de carro com o nosso guia!

A vila de Olkhon é decepcionante… parece uma favela. E mesmo os hotéis arrumadinhos são bem precários. Ficamos no Lama “Resort”… fuja dele que é um buraco!

Esse trampo todo vale a pena??? SIM! A paisagem do lago é demais… especialmente em Hoboi e Shaman Cape. Então, a não ser que você seja muito fresco, encare o trampo! Aqui nós erramos no tempo da estadia… ficamos três noites… é muito! Acho que o ideal é sair de Irkutsk cedinho, chegar em Olkhon no final da tarde, passar um dia inteiro e voltar no dia seguinte. Alem da paisagem, não tem muito o que fazer.

3.Ger Camp: Perto de Ulaanbatar, nas estepes, existem varios locais para nós, turistas ocidentais, nos sentirmos um pouco nômades e nos hospedarmos em um ger. O ger é a tenda branca que os nômades montam em qualquer lugar por lá. Eu achava que minha experiência na tenda seria bem desconfortável, mas o ger surpreende. Os mongóis são super caprichosos e a parte interior do ger é uma graça! As camas de madeira são pintadas e as paredes revestidas com tecido. No meio, tem um forno a lenha, essencial para enfrentar o frio da Mongolia. E aqui faz muuuito frio. Nem pensar em vir no inverno. Enquanto estávamos no ger, presenciamos uma tempestade de neve… em setembro!! O único desconforto do ger é o banheiro…os acampamentos ocidentais tem banheiro, mas fica fora da tenda.  Nós ficamos em um acampamento chamado Shuren ger camp em Elstei. Eu recomendo! A comida, para os padrões mongóis, é ótima!!

4.Ulaanbatar: Como dito em qualquer material sobre a cidade, Ulaanbatar é realmente horrorosa e, com exceção de uma quantidade ENORME de internet cafés, um monastério e a praça central da cidade…nao tem nada aqui! A falta de recursos dos mongóis impressiona. Acho que ficar um dia aqui serve para dar uma respirada e voltar a civilização (mas não muito….). Tente se hospedar perto da avenida principal, a Peave Avenue. Fiquei no Bayangol Hotel…honesto.

5.O deserto de Gobi: É INCRIVEL! Adorei a sensação de ficar no meio do nada! Mas sofri um pouco com o frio e com a comida. Aqui vale visitar o Monastério Khamar e imediações, como as cavernas para meditações e o Shambala country (Country of Heaven). Fiquei três noites aqui, é muito tempo. Você também vai visitar uma família de nômades… eles são bem receptivos! E dá até para andar de camelo, que pé bem legal!

O ideal é chegar à noite dormir por aqui, passear no dia seguinte inteiro e ir embora cedo no dia seguinte. O deserto é demais, mas o clima é muito duro…Aqui também não tem muita opção, tem que ficar em um ger camp. Para quem gosta de um pouco mais de conforto, os acampamentos aqui estão ficando (um pouco) mais sofisticados e tem a opção de gers de luxo… são casinhas de concreto com banheiro e formato de ger.

Agora estou em Beijing…p ela segunda vez na viagem. Daqui vou viajar pela China!