
durante a sua “mochilada sabática”, a Carol esteve duas vezes em Pequim (Beijing) – uma em junho e uma em outubro. Juntei as dicas dela dessas duas estadias em Pequim em um unico post!
Beijing I (junho/2009): Após Hong Kong, segui para minha ultima parada na Ásia (pelo menos por enquanto): Pequim.
Estava preparada para o caos: muito barulho, trânsito infernal, comida ruim e um problema seríssimo de comunicação!
Para quem não sabe – e eu não sabia – o mandarim não tem nada a ver com as línguas ocidentais. Os fonemas são totalmente diferentes o que faz com que seja praticamente impossível alguém te entender…mesmo que você fale palavras básicas de turista, tipo Hotel X, Credit Card (!!!), Táxi…
Bom, tirando a dificuldade da língua, (que realmente existe – já volto nesse ponto…) fiquei muito bem impressionada com Pequim. Amei a cidade e quero voltar no futuro… passei 4 dias, o que é muito pouco tempo considerando a quantidade de coisas legais para fazer na cidade!
Pequim é muito limpa (embora muito chineses sim, catarrem e cuspam na rua sem o menor pudor…), organizada, o metro é bom, os táxis são baratos, os restaurantes são ótimos, a cidade é segura e a Muralha da China está pertinho! Precisa de mais alguma coisa para colocar essa cidade na lista de próximos destinos de ferias?
Bom, depois dessa declaração de amor (juro, não esperava gostar tanto de Pequim), vamos aos aspectos práticos.
Onde ficar?
- Perto da Cidade Proibida há uma infinidade de hotéis para todos os gostos e bolsos (o Peninsula é maravilhoso e parece que o restaurante é ótimo). O metro é perto, dá para fazer muita coisa a pé…eu fiquei aqui e não me arrependo.
- Outra opção é ficar perto de Houhai, uma região que tem vários parques e restaurantes. Sugiro essa opção para quem gosta de ter uma boa pista de corrida perto (eu morri de vontade de correr as margens dos lagos… mas tive que me “contentar” com as proximidades da cidade proibida… o que sou obrigada a admitir que estava longe de ser um sacrifício!
Restaurantes que eu recomendo:
- Alameda: o dono é brasileiro e esse restaurantes foi eleito um dos melhores de Pequim por algum guia estilo “Time Out” (não auditei esse informação, mas não duvido… a comida é ótima!). Fica em Sanlitun Beijie (6417-8084; 2ª/sáb 12h/15h e 18h/00h, dom 12h/22h)
- Sambal: comida típica da Malasia. Você não dá nada para esse restaurante por fora. Ele fica numa casa em um hutong (que são as ruelas locais, que originalmente eram os cortiços…), a decoração segue esse estilo mas o lugar é charmoso e a comida, ótima! Prove o mojito… muito bom. Endereço: 43 Doufuchi Hutong, Jiugulou Dajie, Gulou
Programas que você tem que fazer:
- A cidade proibida, é obvio né?
Bom, vale também: o Summer Palace (os jardins são lindos… vá em um dia de sol), caminhar pelo bairro das embaixadas e visitar o 798 Art District (não deixe de ir!). O local era um bairro industrial que agora abriga algumas galerias de arte chinesa: ótimo para ver um pouco o que andam aprontando os novos artistas chineses, fazer umas comprinhas estilo feira hippie e tomar um café em um lugar que tem um astral ótimo. (nota: não que eu ache que a arte moderna chinesa seja incrível… mas o astral do lugar vale a visita!)
Um programa bobo, mas que eu amei, foi visitar o zoo de Pequim e ver os pandas. Muito fofos!!!
O melhor da visita: A muralha da china. É incrível, impressionante, super bacana. Perto de Pequim existem vários pontos de visita a muralha. Os mais comuns são lotados de turistas e vendedores ambulantes (nada contra: mas eu queria exclusividade na minha foto com a muralha…). Bom, o ponto que escolhemos foi o de Simatai: Fica a umas duas horas de carro de Pequim. Nós contratamos um motorista com o concierge do Novotel e ele nos levou até Simatai e ficou nos esperando para voltar! Jinsanlyn é uma caminhada de uns 10km, com muita subida e descida… mesmo que você não seja da turma dos esportes, vale o sacrifício! Você também pode vir de ônibus para cá, de excursão… eu recomendo um carro com motorista… mas pesquise em alguns hotéis. No nosso caso, o Taiwan Hotel queria nos cobrar o aluguel da van com motorista 20% a mais que o Hilton pedia para irmos de Audi A6!
Comunicação: Essa parte é meio chata, mas não é o fim do mundo. Ande sempre com um mapa da cidade que tenha o endereço das ruas em letras ocidentais (para você entender) e chinesas. Não adianta mostrar o nome de uma rua “traduzido” que os taxistas não vão te entender. Você também pode pedir para o concierge do hotel de escrever frases simples para você mostrar para as pessoas dos setores de serviço. Você se sente estúpido… mas não deixe de visitar a cidade apenas por esse contratempo!
Beijing II (outubro/2009): Passei mais uma vez por Beijing por ser a parada final da transmongoliana. Já conhecia a cidade, mas passei mais uns dias lá para meus pais conhecerem a cidade. Enfim, as dicas adicionais da cidade são:
1. O Hotel Kapok é um ótima opção entre os muitos hotéis bacanas da cidade. Fica ao lado da cidade proibida.
2. Restaurantes: o Alameda (já dei essa dica em um post passado) em Santilun é incrível! Para comer bem e barato, o Grandma’s Kitchen, em Dongcheng (47-2 Nanchizi Dajie), tem pratos enormes e bem ocidentais…ótima pedida para quem estiver enjoado da comido chinesa.
3. Fui visitar o Lama Temple…é lindo!
4. Existem dois Summer Palaces em Beijing, o Old Summer Palace, que foi destruído e é só um jardim grande e bonito, e o Summer Palace, que faz parte da lista da Unesco de patrimônios da humanidade…tenha certeza que está no certo antes de sair do taxi!
5. Fui vistar a muralha na china no trecho de Badaling. Esse trecho é bonito também…mas bem mais “disney”. Eu acho que vale a pena tirar o dia para conhecer o trecho de Simatai…mais vazio e bonito!
6. Pegue um guia se for até as tumbas Ming…vale a pena para entender o contexto histórico.