Por onde andei


Semana bem tranquila!

  • Jantar no Trattoria Fasano com o Dan
  • Jantar no Dô com o Issa – curti muito o jantar lá porque, além da otima companhia, o Issa é bem habitué e pediu super bem o nosso jantar 
  • Jantar no Kitchin com o Dan – amei conhecer o restaurante, surpreendeu!
  • Jantar no Alucci com o Dan – petiscos, drinks e trilha sonora excelentes no meio de todas as tribos possíveis e imagináveis 
  • Jantar no Serafina com Dan e com a Fernanda, nossa amiga
  • Churrasco familiar em casa
  • Levei o Gustavo no Poupatempo da Lapa para fazer o RG dele
  • Levei o Gustavo na Steps Baby Lounge para uma aula de “movimentos” – uma fofura 
  • Parque do Povo com o pequeno 
  • Fui na Touché Bebê ver as roupinhas de verão para o Gustavo – uma fofura!!!

Li por aí: Karnal @Estadão

“As corujas invisíveis do crepúsculo

Por Leandro Karnal, coluna semanal dele no Estadão 

Dia 4/9/2016

Há maneiras bonitas de descrever o processo. A metáfora poética da geada dos anos clareando cabelos, por exemplo. Shakespeare, no soneto 19, lembra que o tempo voraz cega as garras do leão e subtrai dentes ao tigre. Inconformado, pede o poeta que o rosto de seu amor seja poupado da devastação cronológica. Como todo conceito incômodo, o envelhecimento apresenta denominações diversas: do suave “melhor idade” até o cruel “zona do desmanche”. Rubem Alves sugeria o lirismo de “pessoas com o crepúsculo no olhar”. 
Cícero refletiu sobre o processo na obra De Senectude, mesmo título do italiano Norberto Bobbio. Ecléa Bosi, no livro Memória e Sociedade, criou parágrafos lapidares sobre a idade. Simone de Beauvoir trata do conceito no texto Da Velhice. No fim da sua vida e de Sartre, aumentou a secura analítica no livro A Cerimônia do Adeus. Lembrei-me dos textos ao ver o filme Amor, de Michael Haneke, um dos mais belos e duros que já assisti. 

A cor da vida é a cor da morte, assegura sábio ditado. Jovens chatos serão velhos chatos. Um adolescente brilhante tem chance grande de gerar um ancião da mesma cepa. No fundo, gente velha é igual a gente jovem, só que velha… Qual seria, de fato, nosso medo? Provavelmente, o receio dialoga com a questão da perda de relevância e de controle, especialmente sobre o nosso corpo. 
O físico tem uma lógica particular. Deus permitiu que Jó perdesse todos os bens e seus dez filhos. O paciente sofredor resistiu, epicamente. Só depois, o Criador autoriza uma doença grave sobre o protagonista. O que podemos deduzir? Perder bens e perder filhos constituem males menores do que a fraqueza corporal em si. Em parte, como queria Espinosa, sou o meu corpo. Não existem duas instâncias separadas, mas uma só. Meu corpo não contém o meu ser, ele é o que sou. Velhice é a consciência do limite da matéria. 

O outono não é um raio num céu azul. Há sintomas prévios. A primeira vez que nos chamam de tio é um alerta. Uma mulher de 30 anos olha com docilidade e insinua: você gosta de mulheres mais jovens? O Don Juan cinquentão estremece. Em breve surge o primeiro refluxo após um pouco mais de álcool à noite. As letras teimam em diminuir diante das retinas cansadas. Incorporamos palavras complexas ao vocabulário: presbiopia, estatinas, colonoscopia… Nossa casa fica cada vez mais confortável e a rua mais desafiadora. A nécessaire de remédios aumenta a cada ano.

A percepção se acelera quando alguém nos cede um lugar no metrô lotado, ainda com o sorriso generoso de um bom escoteiro que ampara Matusalém na reta final. Por fim, o elogio que mata o último botão da nossa fantasia de juventude finda, é disparado: você está bem para a idade… Pronto! Chegamos lá: a região obscura depois do cabo da Boa Esperança. Carimbamos o passaporte para a terra sem volta. O que está pela frente fica menor do que o que passou. 

Há pessoas otimistas e pessimistas. As duas posturas envelhecerão. Lutar contra o tempo é como rebelar-se contra a lei da gravidade. Angustiar-se com a idade é temer a chegada do fim do dia ou das fases da lua. Não existe maneira indolor de viver o processo, mas há coisas objetivas a considerar.

Hegel notou que a coruja de Minerva levanta seu voo apenas com as sombras da noite. Esta era a análise tradicional para indicar que a ave símbolo da reflexão e ponderação (dedicada à deusa da sabedoria Minerva) consegue subir no instante do declínio da luz. Sabedoria nunca é alcançada cedo e nem sempre a tempo. Não existem garantias, mas a tradição ensina que podemos melhorar com o tempo. A diminuição dos movimentos rápidos dos anos de vigor máximo colaboram para isto. O carro vai mais devagar e a paisagem é mais clara, ainda que com óculos.

É uma idade de sinceridade. Crianças, velhos e bêbados têm um compromisso maior com a verdade. Nem sempre ficamos pacientes, mas cresce a autenticidade. A idade madura abre os olhos para as coisas essenciais. 

Idade do fim? Há controvérsias. Para muitos é o momento de começar a fazer o que realmente gostam. Cora Coralina publicou seu primeiro livro de poesia com quase 76 anos. Konrad Adenauer reergueu a Alemanha Ocidental entre 73 e 87 anos, a mesma Alemanha que Hitler começara a destruir aos 43 anos.

Ulysses Guimarães, respondendo aos que o achavam velho demais para candidatar-se à presidência, gostava de lembrar que, em oposição ao experiente Adenauer, Nero tocou fogo em Roma aos 27 anos. Aliás, a obra máxima do doutor Ulysses, a promulgação da Constituição de 1988, foi feita na véspera de ele completar 72 anos. 

Por fim, quando o mundo não precisa ser mais conquistado, ele pode ser fruído. Há mais tempo para isto. Os ritmos podem ser respeitados. Há vagas em estacionamento e preferência nas filas. De quando em vez, surgem netos, um estágio superior de paternidade e maternidade. Alguns possuem mais dinheiro na maturidade do que na juventude. Perdemos a obsessão com o julgamento alheio. Quase sempre saímos do jogo da sedução.

Há melancolia e libertação no processo. As cabeças não se voltam mais logo que entramos. Como muitos perceberam, aumenta nossa invisibilidade para o mundo. Na infância, eu achava que o homem invisível da televisão poderia fazer quase tudo. Os seres crepusculares podem! As corujas voam mais livres no fim. Um bom domingo a todos vocês.

Comida Japa – divagações e dicas!

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Eu amo comer comida japonesa – sou fã dos sushis, amo arroz e não sou muito fã de sashimi. Gosto muito do estilo ocidental de preparar os pratos com pedaços menores que o modo Japonês tradicional e adoro as maluquices criativas que os sushi men brasileiros inventam.

O meu japa favorito é o Ohka pelo conjunto comida, ambiente, serviço, astral, drinks, público e distancia da minha casa. Costumo ir lá 1x por semana e amo. O único ponto é que o Ohka transborda de gente – está sempre lotado e quando rola uma reserva, tem que chegar entre 19:45 e 20:00 é bem sempre estou afim de jantar tão cedo. Tem vezes que encaramos à espera já que é uma festa e já comemos muitas vezes ali mesmo, curtindo o badalo.

Dia desses o Menudo, um dos sócios do Ohka e ex-Nagayama, nos deu a dica de um japa novo que alguns amigos tinham aberto nas redondezas (rua Iaiá no Itaim Bibi) chamado Kitchin. Fiz uma reserva e ontem fomos lá conhecer.

Curtimos muito muito: o cardápio é excelente – tem um mix de pratos “best-sellers” de outros restaurantes como Nagayama, Kosushi, Zuma, Nobu…

Comemos tempurá de milho (maravilhoso), camarão apimentado (ebi spice – ótimo), Jô de centolla (caranguejo chileno) spicy, tataki de filé com molho ponzu, baterá (meio salmão meio atum) e finalizamos com um Petit gateau de chocolate maravilhoso. Quem nos atendeu foi o Lucio que trabalhou um tempão no Kosushi – conheço ele de lá.

E na quinta jantei no Dô dos Jardins (Padre João Manuel) com o Issa, meu amigo querido e habitué do Dô. Deixei ele pedir tudo e amei a comida – fiquei super impressionada. Comemos: um tataki de salmão e atum delicioso, um baterá de salmão e foie gras (delicioso, surpreendente), uma dupla de sushi de torô e um combinado de 12 peças com sushi de salmão do Alasca (super diferente, curti), sushi de salmão marinado num molho missô maravilhoso), sushi de polvo com curry (super diferente, curti tmb), um com alho poró que eu não lembro mas que eu amei, um com ovas de salmão que era ótimo e um outro com foie gras. Tomamos um sakêzinho ótimo e a sobremesa foi um mousse de chocolate belga com brigadeiro. Curti o lugar, o publico (mais alternativo e menos “playba” que o Ohka e o Kitchin) e o atendimento. Vou voltar em breve com o meu marido querido para ele comer essas coisinhas ótimas!

A única vez que eu tinha ido no Dô foi num almoço de dia de semana com o Dan em novembro de 2014 (lembro a data porque foi o dia que compramos o nosso apartamento!) e as opções são mais limitadas no menu executivo.

E durante a semana tenho pedido mais de uma vez o Sushi Beta – meu vício de delivery junto com o meu amado estrogonofe da Camelo.

Feriados em 2017

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Para todo mundo se organizar e curtir os feriados em 2017

01 de janeiro: Domingo

25 de janeiro: 4a (só em São Paulo!)

Carnaval: 27 e 28 de fevereiro 

Páscoa: 14 de abril – 6a (feriadão!)

Tiradentes: 21 de abril – 6a  (feriadão!)

1 de maio: 2a (feriadão!)

Corpus Christi: 15 de junho – 5a (tem emenda!)

07 de setembro: 5a (tem emenda!)

12 de outubro: 5a (tem emenda!)

02 de novembro: 5a (tem emenda!)

15 de novembro: 4a

20 de novembro: 2a (feriado só em alguns estados)

25 de dezembro: 2a

App: SP Serviços e o RG do Gustavo 

No carnaval vamos para Punta del Este com o Gustavo.

Como o Uruguai faz parte do Mercosul junto com o Brasil, qualquer brasileiro pode embarcar para lá com o RG ao invés do passaporte.

A CNH não vale como documento para embarcar e, no caso dos bebês, não é possível embarcar só com a certidão de nascimento.

Então no caso do Gustavo eu podia fazer o RG ou o passaporte. Acabei optando por fazer os dois (além do passaporte alemão!)

No caso do RG, se vai no Poupatempo. Baixei o App SP Serviços e agendei o horário por ali com a maior facilidade.

Escolhi o Poupatempo da Lapa porque tem vários estacionamentos bem pertinho e achei que seria uma região mais amigável que a Sé ou a Luz para eu levar o Gustavo.

Eu poderia ter ido na assembleia legislativa fazer o rg do Gustavo – bem mais perto é fácil. Bobeado minha : (

Para tirar a primeira via de RG de uma criança é preciso:

  • Pai ou mãe levar a criança
  • Levar certidão de nascimento da criança e uma cópia simples (dá para tirar xerox ali na frente num estacionamento
  • O responsável apresentar o seu RG
  • É possível pagar (entrando numa fila chatinha) o Sedex para que o documento seja entregue em casa
  • A primeira via de qualquer RG é gratuita

O Poupatempo impressiona muito bem pela qualidade do serviço e pela presteza e gentileza dos funcionários.

O que poderia ser melhor:

  • No caso de um RG para bebê, tirar a foto é super complicado. Na minha opinião deveria funcionar como no caso do passaporte brasileiro: para bebês e crianças pequenas até uma idade X, os pais devem levar a Foto 5×7 pronta e dentro dos padrões predeterminados pela PF.
  • A fila do pagamento do Sedex é bem inútil – seria mais fácil gerar um boleto ali e já se pagar no Internet banking ou se pagar via internet com antecedência e já ter o comprovante associado ao protocolo de agendamento

Quanto ao App – o SP Serviços é uma “central” com todos os serviços oferecidos pelo hiberno do Estado para os cidadãos. Super bem feito!

Por onde andei

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Que semana ótima… cheia de amigos, papos e badalos!

  • Ohka terça e quarta – num dia “just girls”, num dia “casais”
  • Almoço no Trattoria Fasano com um amigo muito querido
  • Tappo com um casal de amigos
  • Carlota “a dois”
  • Fui conhecer o bar Mez (fica na Mario Ferraz) com o Dan – drinks ótimos, não curti muito os petiscos
  • Almoço no restaurante Nino – segunda vez que vamos lá. Não brilha para nós. Sempre escutamos falar bem, hoje inclusive fomos lá para testar de novo mas mão achamos nada demais.
  • Almoço no Kosushi – aniversário de um amigo
  • Almoço no Manish com o meu filho!!
  • Parque do Povo com o Gustavo
  • Recebi visitas queridas para ver ou rever o Gustavo
  • Delivery: Estrogonofe da Camelo e Sushi Beta
  • Minhas atividades extra: drenagem, shiatsu, aula de inglês, terapia, personal training

Tem a ver com o Gustavo: Roupas!

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O meu filho fez 3 meses essa semana e estou muito impressionada com a velocidade com que se perdem as roupas de bebês…

  • No enxoval eu tinha comprado roupas até 12 meses e acho que, tirando os bodies, eu comprei uma quantidade ok, mas poderia ter comprado um pouco menos.
  • Me arrependi de ter comprado tanta coisa com capuz já que quando o bebê é pequeno, ele sai pouco de casa (pelo menos o Gustavo) e capuz + zíper não são confortáveis para ficar em casa… Falta de experiência minha!
  • Ganhei muita muita muita roupa de presente para o Gustavo; a maior parte da Paola da Vinci. Aproveitei para trocar quase todas por tamanho G, GG e 2 anos para complementar com as roupas que eu já tinha
  • Organizei as roupas que já não cabem mais no Gustavo em 3 caixas e dá muita dó ver aquelas roupas novinhas e praticamente sem uso.
  • O Gustavo nasceu com 3 quilos e 48 cm (nada grande), mas está bem gorducho e grandão agora (60 cm e 6,7 quilos) e está usando roupas de 6 meses ou de 9 meses (Ralph Lauren Baby, Carters e Gap Baby)…
  • Portanto, as contas que eu tinha feito de meses do bebê x época do ano para comprar roupas mais quentes ou mais de calor furaram completamente : (

Em setembro eu vou para NYC e para me organizar com as compras adicionais de roupas, preparei uma planilha com:

  • todas as roupas que o Gustavo tem no armário
  • separei por tipo de roupa (camiseta de manga curta, camiseta de manga longa, calça jeans, calça de moletom, etc) e respectivo tamanho
  • anotei qual a quantidade de peças desejadas para cada tamanho (18 e 24 meses) e conferi o que eu já tinha e o que faltava
  • Entrei no site da Ralph Lauren (30% de desconto nesse findi), da Carter’s e Oshkosh (50% de desconto nesse findi) e Gap Baby (sem descontos nesse findi) e fiz as compras online e já mandei entregar no meu hotel

 

Cursos online

Never-Stop-Learning

A internet, na minha opinião, pode te levar para “o lado negro ou branco da força”

Tem opções para todos os gostos – de haters, exibicionistas, voyeurs, influencers, fúteis, marombeiros, intelectuais, de esquerda, de direita, religioso, viajantes, leitores, mães, filhos, etc

Uma coisa que eu tenho explorado aos poucos são os cursos online – já que estou de licença maternidade e tenho tempo livre mas ao mesmo tempo quero ficar em casa perto do Gustavo. Estou num momento de flexibilidade parcial de disponibilidade de tempo…

Me inscrevi, por exemplo, nos cursos online e gratuitos da Universidade de Columbia (NYC) e recebo o alerta dos cursos de acordo com os interesses que cadastrei. Essa semana por exemplo assisti a um webinar (seminar on the web = webinar) chamado “Work Smarter, not Harder” com um professor do programa executivo de Columbia e curti muito.

Há também um canal online para quem curte História e Atualidades chamado História Online que é muito bacana – tem tanto audios como materiais escritos. Coloquei aqui um link para o podcast de Brexit que é muito legal porque tem todo um contexto histórico que vale saber.

enfim – para quem tem vontade, curiosidade, tempo, etc – a internet é um prato cheio para aprender

Livro: “A morte do pai”

Recentemente terminei de ler o volume 1 “A morte do pai” da série de livros autobiográficos chamada “A minha luta” do escritor norueguês Karl Ove Knausgard.

  • a série por si só gera polêmica tanto pelo nome escolhido (Mein Kampf – Minha Luta, foi o nome do livro de memórias de Adolph Hitler) como por expor em detalhes a vida do autor e, consequentemente, de todos a sua volta
  • a série tem 6 volumes (não sei se todos já foram lançados no Brasil, acho que só os 4 primeiros)
  • eu amei o livro – é denso, lento, cheio de reflexões interessantíssimas, super detalhado,… ou seja, é para quem curte esse gênero de livro – sem muita ação e com bastante blá blá blá. Pessoalmente, eu adoro